ALEXANDER MCQUEEN: EMOTIVO, CRIATIVO E CONTROVERSO


A Alexander McQueen é uma marca inglesa que foi fundada por Lee Alexander McQueen em 1992. Se tornou conhecida por suas roupas inovadoras com caimento perfeito e seus desfiles chocantes e teatrais.

A marca mudou o conceito de como a moda é vista e seu significado, mostrando que pode ser uma forma de expressão cultural e política.

Confiram abaixo mais sobre a marca e seu legado.

suno em Londres e posteriormente com o estilista Romeo Gigli na Itália. Após retornar para a Inglaterra, fez um mestrado na prestigiada Central Saint Martins e para seu trabalho final de sua tese, fez um desfile que chamou atenção da estilista Isabella Blow (que virou uma grande amiga e defensora de McQueen), que comprou toda a coleção.

Logo após se formar em 1992, McQueen fundou sua própria marca, a Alexander McQueen, com uma coleção feminina. A coleção foi um enorme sucesso logo no começo, principalmente com as calças “bumster”, que eram modelos com a cintura muito baixa, que chamaram grande atenção da mídia.

Alexander McQueen fundou sua marca em 1992, logo após se formar na Central Saint Martins.

Alexander McQueen fundou sua marca em 1992, logo após se formar na Central Saint Martins.


Em 1996, apenas quatro anos após se formar e fundar sua marca, foi nomeado “Designer Britânico do Ano”, além de ser apontado como designer-chefe da Givenchy. O tempo do estilista na Givenchy, que durou de 1996 a 2001, foi um período conturbado na vida do estilista, que além de trabalhar na marca francesa, também cuidava de sua própria marca.

Ele se sentia preso, criativamente falando, mesmo que estivesse empurrando os limites do que se esperava da moda. Algum tempo depois de deixar a marca, McQueen disse:

“EU TRATEI A GIVENCHY MUITO MAL. ERA APENAS DINHEIRO PARA MIM. MAS NÃO HAVIA NADA QUE EU PODERIA FAZER: A ÚNICA MANEIRA QUE TERIA FUNCIONADO SERIA SE EU TIVESSE SIDO AUTORIZADO A MUDAR TODO CONCEITO DA MARCA, DAR UMA NOVA IDENTIDADE, E ELES NUNCA QUISERAM QUE EU FIZESSE ISSO.”

Em sua marca homônima, McQueen tinha uma marca registrada: designs audaciosos, roupas com características românticas sombrias, cores escuras e elementos grotescos e violentos. Suas coleções continham ternos com caimento elegante e simples, vestidos com forma de ampulheta que tinham corsets justos.


Amor pelo drama

As coleções da Alexander McQueen tem como marca registrada peças dramáticas, fruto do amor do estilista por teatro e influência da época em que trabalhou com um costureiro criando figurinos para teatro.

Alexander também gostava de orquestras desfiles que chocassem e provocassem a audiência. Em sua coleção de 1995 chamada “Highland Rape” (“estupro das terras altas” em tradução livre), modelos desfilaram com respingos de sangue aparentando terem sido brutalizadas e usando tartãs com corpetes e rendas rasgados. O desfile obteve críticas de misoginia, mas foi considerado o desfile que estabeleceu a reputação de Alexander McQueen como um estilista de nível internacional.

Em 2000, o Grupo Gucci comprou 51% das ações da Alexander McQueen, mas mantendo Alexander no controle criativo da marca. O Grupo forneceu capital para a expansão e foi com este investimento que a marca alcançou maior sucesso.

Após a saída da Givenchy, McQueen criou e produziu mais desfiles que eram grandes espetáculos interessantes e polêmicos. Além de expandir sua marca com novas linhas, como coleções masculinas, perfumes e acessórios e uma marca com peças com preço mais acessível, a McQ.

Parceria com Sarah Burton

A parceria entre Sarah Burton e Alexander McQueen começou em 1996 quando Sarah passou seu ano de colocação (que é o ano entre seu penúltimo e último ano na faculdade na Inglaterra) trabalhando para McQueen depois de ser recomendada por um tutor.

Depois de se formar na Central Saint Martins, mesma universidade que McQueen se formou, Sarah voltou a trabalhar na marca. Em 2000, foi nomeada como estilista chefe da coleção feminina da marca, cargo que ficou até 2010.

Em Fevereiro de 2010, foi noticiado que Alexander McQueen havia falecido e que a causa foi suicídio. Sarah foi anunciada como diretora criativa da marca e sucessora de McQueen, com quem trabalhou por 14 anos até sua morte, além de supervisionar o desenvolvimento de todas as linhas e da McQ.

A estilista foi colocada nos holofotes quando foi escolhida para desenhar o vestido de noiva de Kate Middleton e ganhou o prêmio de “Estilista do Ano” pelo British Fashion Awards.

Queridinha da realeza e dos Famosos

Depois de escolher a marca para desenhar o vestido de seu casamento, a Duquesa de Cambridge se tornou uma cliente fiel da marca. Ela foi vista usando a marca em diversas ocasiões desde seu casamento em 2011.

A marca virou sua queridinha para ocasiões especiais, Kate usou Alexander McQueen no batizado de seus três filhos, em banquetes de estado e em turnês ao redor do mundo.



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Uma publicação compartilhada por Kate’s Outfit Diary (@katesoutfitdiary) em 8 de Jun, 2019 às 7:44 PDT



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Uma publicação compartilhada por _KATE&WILLS_ (@_kate_and_wills_) em 10 de Dez, 2019 às 9:39 PST

Além da Duquesa de Cambridge, a McQueen é também a queridinha de sua cunhada, a Duquesa de Sussex e de inúmeras celebridades, que escolhem a marca para usarem em tapetes vermelhos ao redor do mundo ou usar no dia-a-dia. Nomes como Lily James, Emily Blunt e Glenn Close foram algum dos nomes que já foram vistas usando a marca.



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Uma publicação compartilhada por Alexander McQueen (@alexandermcqueen) em 4 de Dez, 2019 às 9:02 PST



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