Jazz com mineiridade na Lapa | vamrj

Crédito fotográfico: Jazzin’ Minas (foto de Luiz Contreira)



Casa com a Música recebe Eduardo Braga, que promove fusão de canções do Clube da Esquina com o jazz no espetáculo Jazzin’ Minas



Após uma apresentação muito elogiada pelo público mineiro no Bar do Museu do Clube da Esquina, em Belo Horizonte, o projeto Jazzin’ Minas volta aos palcos cariocas, desta vez no próximo sábado (2/11) na Casa com a Música, na Lapa, tendo como convidado especial o baterista Theo Lima, que já tocou com Djavan, Gal Costa, Lenny Andrade, Stevie Wonder, entre outros. “O Theo é um swing máster com seu talento reconhecido no Brasil e no exterior. Será uma satisfação dividir o palco com ele”, comenta o cantor e instrumentista Eduardo Braga, que lidera o Jazzin’ Minas.



Com a paciência e tenacidade de um artesão, Eduardo Braga trabalha há 18 anos no espetáculo Jazzin’ Minas, que celebra e explora a interseção do repertório do Clube da Esquina com o jazz, privilegiando a liberdade de estilo e os arranjos com improvisos, o que confere outra dimensão a clássicos do cancioneiro popular mineiro. Este trabalho aprofunda uma das vertentes que este rico movimento musical trouxe à música brasileira nos anos 1970 e 1980.



A influência do jazz na obra de Milton é o ponto de partida do repertório. Canções emblemáticas como “Tarde” e “Vera Cruz” (parcerias com Márcio Borges) somam-se a faixas menos conhecidas de autoria de Bituca, como “Vidro e Corte” e “Novena” (também com Márcio Borges), e sucessos do Clube da Esquina, como “Sonho Real” e “Trem Azul” (Lô Borges e Ronaldo Bastos), “Nascente” (Flavio Venturini e Murilo Antes), “Fazenda” (Nelson Ângelo) e “Amor de Índio” (Beto Guedes e Ronaldo Bastos).



Trem Azul foi a primeira canção na qual comecei a trabalhar quando pensei em apresentar o Jazzin’ Minas. Mas, curiosamente, depois de tanto tempo, acredito que o arranjo tenha chegado ao ponto que eu desejava apenas agora. E devo isso aos maravilhosos músicos que me acompanham”, – conta Eduardo Braga, idealizador, diretor e arranjador do espetáculo no qual canta e toca violão.



“São instrumentistas com contribuição expressiva não apenas na MPB, mas na cena jazzística”, completa o artista, ao referir-se aos músicos da formação que montou: Berval Moraes (baixo), Peter O’Neill (sax), João Braga (piano) e Jefferson Vieira (bateria). Além de Theo Lima, o show também terá participações especiais de Deco Fiori (voz) e Paulinho Emmery (baixo).



E se mineirice flerta escancaradamente com o jazz, a obra de Toninho Horta não pode ficar de fora. Criações do compositor e instrumentista de renome mundial, como Beijo Partido, assim como parcerias como Diana (com Fernando Brant), ganham leituras intensas no espetáculo.



Influência marcante da geração mineira



O cantor, produtor, instrumentista, compositor e promoter carioca Eduardo Braga é profundamente influenciado pelo Clube da Esquina tendo dividido palco com vários expoentes do movimento – entre eles Toninho Horta, Marcio e Telo Borges, Wagner Tiso, Luiz Alves, Robertinho Silva, Yuri Poppof e Lena Horta, entre outros. Além do Jazzin’ Minas também dirige e estrela o Clube do Godofredo, uma celebração cover do cancioneiro mineiro e uma referência explícita ao patriarca da família Guedes.



Tendo iniciado a carreira em 1982 tocando choro em São Paulo, Eduardo é fenômeno mundial no Spotify por suas gravações de bossa nova pela Albatroz, selo de Roberto Menescal, pelo qual lançou em 2005 e 2014 seus álbuns solo Pós-Acústico e Songs That I Love. Integrou as primeiras formações do Equale, como solista e arranjador, e do Vox 4 cujo CD de estreia foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira em 1995. Pela Biscoito Fino, em 2004, coproduziu o CD MPB A Cappella, do grupo BR6, vencedor de duas categorias do Prêmio CARA’s nos EUA.



Como promoter, Eduardo detém o prêmio de Melhor Programação Musical da Veja Rio pelo seu trabalho no extinto bar Godofredo, que sonha em reabrir. Eclético, desenvolve ainda o projeto autoral Clube Novo junto a nova geração de compositores ligados à música mineira, entre eles Balla, José Roberto Borges e Guilherme Imia, e o BitterSweet Nite, com releituras de cantores-compositores de soft rock das décadas de 60 e 70. E ainda trabalha no lançamento do CD Pós-Acústico 2.



Serviço



Eduardo Braga Apresenta Jazzin’ Minas



Banda: Eduardo Braga (voz e violão), Berval Moraes (baixo), Peter O’Neill (sax), João Braga (piano) e Jefferson Vieira (bateria).