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PESTE NEGRA: A MAIOR EPIDEMIA DA HISTÓRIA


peste negra foi uma pandemia que acometeu a Europa no século XIV provocada pelo bacilo Yersinia pestis e deflagrada a partir do ano de 1348. Esse acontecimento figurou entre aqueles que caracterizaram a crise da Baixa Idade Média, sendo os outros as revoltas camponesas no século XIV e a crise do feudalismo.

Origem da peste negra

Vários historiadores sugerem que a origem da peste negra seja asiática, especificamente chinesa. Sua inserção na Europa teria ocorrido por meio de caravanas comerciais que se dirigiam para cidades portuárias do Mar Mediterrâneo, como Gênova e Veneza, nas quais havia intensa atividade comercial e grande concentração demográfica. Aproximadamente ¼ da população europeia sucumbiu com a doença, o que provocou um dos maiores decréscimos demográficos da história.

Causas

Inicialmente, os principais agentes transmissores da doença eram os ratos e as pulgas, que se proliferavam com facilidade tanto nas cidades quanto nos vilarejos menores em razão das condições precárias de higiene. Posteriormente, na fase mais crítica da pandemia, a contaminação ocorria por via aérea. Por meio de espirros ou tosse, o bacilo acabava sendo transmitido pelo ar.

Por que “peste negra”?

A peste era chamada de negra porque ela causava manchas negras na pele das pessoas, fruto das infecções provocadas pelo bacilo. Essa peste também ficou conhecida como bubônica por provocar bubões ou bubos, isto é, inchaços infecciosos no sistema linfático, sobretudo nas regiões das axilas, virilha e pescoço.

Consequências

A situação agravou-se de tal forma que a quantidade de mortos excedia a quantidade de pessoas aptas a enterrá-los. A cultura medieval foi profundamente afetada pela atmosfera catastrófica provocada pela peste. Várias pinturas da época expunham imagens da chamada “dança macabra” ou a “dança da morte”, em que pessoas de várias ordens sociais eram representadas juntas, dançando com esqueletos que simbolizavam o potencial destrutivo da morte.

Estátua de Giovanni Boccaccio, 1313-1375.

Na literatura também figuraram vários relatos da peste e do impacto que ela produziu. Um dos mais famosos é do autor italiano Giovanni Boccaccio e de seu famoso livro Decameron, no qual podemos ler o seguinte relato:

A Peste, em Florença, não teve o mesmo comportamento que no Oriente. Neste, quando o sangue saía pelo nariz, fosse de quem fosse, era sinal evidente de morte inevitável. Em Florença, apareciam no começo, tanto em homens como nas mulheres, ou na virilha ou na axila, algumas inchações. Algumas destas cresciam como maçãs; outras, como um ovo; cresciam umas mais, outras menos, chamava-as o populacho de bubões. Dessas duas referidas partes do corpo logo o tal tumor mortal passava a repontar e a surgir por toda parte.” (BOCCACCIO, Giovanni. Decameron. São Paulo: Abril Cultural.

Como a ciência biológica ainda não havia se desenvolvido na época da peste negra, as causas da doença eram atribuídas a origens sobrenaturais e, principalmente, a “bodes expiatórios”, como povos estrangeiros, em especial os judeus, gerando, assim, além da catástrofe natural, uma grande tensão social.

“O Triunfo da morte”, obra de Pieter Bruegel, 1562

7 CURIOSIDADES SOBRE A PESTE NEGRA, 

1 – A causa da peste negra

A crença é que a praga se espalhou por causa do aumento da presença de ratos. Junto com eles estavam as pulgas, que transportavam a bactéria. Isso é o que é acreditado, mas um novo estudo diz algo um pouco diferente. Uma pesquisa recente concluiu que existem grandes chances de que as pulgas e piolhos teriam mordido humanos infectados. Depois disso, as pulgas e piolhos passaram para outras pessoas que ficavam em ambientes fechados, transmitindo a doença em uma velocidade alarmante.

2 – As medidas tomadas pelos médicos

Na época o conhecimento científico era muito pobre. Para vocês terem uma ideia, o uso de medicamentos como hoje não era feito e muitas doenças eram ditas como mito ou mesmo como obras do demônio. Para tratar os pacientes, os médicos da época se baseavam em técnicas simples e nada sofisticadas. Sangramento, por exemplo, foi uma técnica para tentar curar a doença. A queima de ervas aromáticas e o banho com água de rosas ou vinagre era normal, mas nada eficaz.

3 – As explicações sobre a praga na época

Se você fosse um médico da época, qual explicação sobre a epidemia você daria para as pessoas? Como citamos, nesse tempo muitas doenças eram consideradas obras do diabo. Durante a epidemia da peste negra, as pessoas pensavam que a praga era um castigo divido pelos pecados cometidos, como a ganância, luxúria e blasfêmia.

Outros viam a doença como consequência do alinhamento das estrelas. Houve também à atribuição da doença aos judeus, que infelizmente foram massacrados entre 1348 e 1349.

4 – Quais os sintomas e quanto tempo vivia uma pessoa com a peste negra?

O tempo de vida dos pacientes que contraíram a doença foi de apenas uma semana. Os sintomas da peste negra? Segue abaixo um pouco do terror que as pessoas viveram:

– Febre alta (40°C), calafrios, vômitos e até convulsão

– Caroços nas axilas e virilha, que podem adquirir cores esverdeadas e azuis (gangrena)

– Tosse com pus e sangue

– Hemorragia em vários órgãos

– Diarreia, náusea ou vômito

– Inchaço, inchaço dos gânglios, catarro, delírio, dor de cabeça, falta de ar, gânglio linfático inchado e sensível, pus ou sangramento

5 – Formas de combater a peste negra que realmente funcionaram

Aparentemente, a quarentena realmente ajudou. As cidades que usaram esse método na Idade Média conseguiram manter a doença ausente. Outras estratégias que funcionaram foram o controle das fronteiras nos portos e acesso as cidades, passaportes de saúde individuais (que identificava as pessoas e certificava sua origem). A cidade de Ragusa foi pioneira com sua primeira “quarentena” e as medidas para isolar os infectados e controlar as fronteiras. Muitas regiões italianas seguiram o exemplo, e depois delas, outras regiões da Europa Ocidental e Central.

6 – A peste negra não foi a primeira epidemia na Europa

A peste negra não foi a primeira praga que atingiu a Europa. No século VI, ocorreu a praga de Justiniano. A doença foi uma pandemia, ocorrida no reino de Justiniano I, causada pela peste bubônica e que afetou o mundo mediterrâneo, com maior incidência no Império Bizantino entre os anos de 541 e 544. A mesma matou cerca de 20 a 30 milhões de pessoas.

7 – Quantas pessoas morreram nessa epidemia?

Durante a epidemia, caros amigos, a praga da peste negra matou entre 75 e 200 milhões de pessoas. Na estimativa mais alta, o número de mortes daria quase a população total do Brasil.

E aí, leitores, sabiam de todas essas coisas sobre a epidemia da peste negra? Comentem!

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