Rodrigo Pandolfo fala sobre o seu novo personagem em "Verdades Secretas 2" em editorial exclusivo

Rodrigo Pandolfo é ator e diretor com Formação Técnica em Artes Cênicas pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) e Graduado em Artes Dramáticas pela UniverCidade, na cidade do Rio de Janeiro.

Pandolfo é nascido no Rio Grande do Sul e com apenas 37 anos já têm em seu histórico 26 trabalhos em 10 anos de carreira. O ator também ganhou enorme destaque internacional dando vida ao personagem "Juliano" filho da Dona "Hermínia", adolescente que representou a liberdade no cinema e na televisão, com criação do nosso gigante Paulo Gustavo na sequencia de "Minha Mãe é uma peça".


Em homenagem ao artista as fotos da revista VAM Magazine foram assinadas por VinÍcius Mochizuki e o nosso editor chefe Antonnio Italiano preparou uma entrevista leve, com muitas lembranças e sonhos. Vem saber tudo sobre o seu novo personagem em "Verdades Secretas 2" de Walcyr Carrasco e Amora Mautner.

VAM: Pandolfo, vamos começar a entrevista descobrindo como é o seu processo criativo? Nos conte um pouco mais sobre você:

Acredito que todo processo criativo é um tanto singular. O meu passa por lugares bem diferentes, dependendo da obra. Posso me dar bem trabalhando na exaustão, assim como na quietude. Aliás, tenho descoberto na quietude um mundo diferente, um estado de alma mais sensível, mais presente, mais potente. Tenho sentido a necessidade de meditar antes de entrar em cena, acalmar o corpo e a mente. E, dessa maneira, percebo que um espaço interno se abre para a escuta e para a calma, dois atributos importantíssimos pra cena e pra vida. As vezes simplesmente fecho os olhos e respiro, outras vezes deito no chão. Dependendo da cena, eu danço. Adoro dançar antes de entrar em cena. Libera tensões e nos empodera. E assim eu sigo me descobrindo. (risos)

VAM: Qual foi o trabalho que mais marcou sua carreira e, por quais motivos ele é especial? Tem algum papel específico que sonha em interpretar? Dois trabalhos marcaram muito a minha carreira: no teatro, “O Despertar da Primavera - Musical” e no cinema, a trilogia “Minha mãe é uma Peça”. Foram dois trabalhos que abriram portais muito especiais de comunicação com o público. E nada emociona mais o artista que tocar o coração das pessoas. O “Despertar” foi um sonho adolescente; eram 20 jovens exalando energia, cantando pop rock e levando pra cena temas fortes, emocionantes, tabus. Parecíamos uma banda de rock com fã clube, camisetas customizadas, cartazes e rosas no final do espetáculo. Foi um aventura. Já “Minha mãe é uma Peça” foi um fenômeno. A maior bilheteria da história do nosso cinema. A identificação do público com essa obra foi algo estrondoso e muito emocionante. Até hoje recebo inúmeras mensagens de agradecimento de fãs que tiveram suas vidas transformadas por conta do filme. E, pra coroar, eu tive a honra de estar ao lado de um dos maiores comediantes do mundo. Aprendi demais, me diverti demais e, ao fim, chorei demais. Sigo com o peito aberto, orgulhoso, grato e, pra sempre, conectado com a energia do Paulo Gustavo.

VAM: Você é o filho da Dona “Hermínia” e deu VIDA ao personagem de “Juliano”, adolescente descobrindo a sua identidade e representando muitos de nós na arte do cinema e televisão. Com o gigante Paulo Gustavo, nos conte um momento de lembrança entre vocês?

O Paulo foi uma força da natureza, uma raridade. Somente de 100 em 100 anos nasce um Paulo Gustavo. Sorte a minha ter tido a oportunidade de conviver tão de perto. Aprendi com ele que o humor é a melhor escolha, sempre. Vivemos muitos momentos inesquecíveis, mas um deles me marcou num lugar especial: ele assistindo a gravação do discurso do casamento. A cena foi escrita e vivida por ele e, certamente, por milhares de pessoas, daquele mesmo jeitinho. Por trás das câmeras, eu via os olhos dele emocionado.


VAM: Qual o seu objetivo de vida? E o que busca transmitir com o seu trabalho de diretor e ator com 26 trabalhos lançados, entre filmes e séries?

Meu objetivo de vida é caminhar cada vez mais na direção do amor. E no trabalho, levar um pouco mais de lucidez, clareza, verdade, autoconhecimento e liberdade às pessoas.

VAM: Gaúcho como eu, você nasceu em Três de Maio, como começou a sua história? Teve incentivo dentro de casa à arte?

Nasci no Rio Grande do Sul, dentro de uma família extremamente machista, presa a dogmas religiosos, onde homem não chorava e sim maltratava. As mulheres da minha família são as verdadeiras heroínas e sempre estiveram à frente daquele tempo. Em especial a minha mãe, que enfrentou aquele sistema com muita coragem e, aos poucos, foi se libertando, refazendo a sua história e se reinventando. E assim continua, até hoje, com muita bravura. Meu pai não existia, fui conhecê-lo com 21 anos. Então, coube a ela me educar, direcionar, limitar, apostar…e assim ela fez. Com 15 anos decidi morar só e estudar teatro e ela foi a minha maior incentivadora. E continua sendo. Minha mãe sempre confiou em mim de olhos fechados. Nossa conexão é muito forte.

VAM: Verdades Secretas 2 estreiou recentemente na GloboPlay e todos já ficamos ansiosos para ver você na temporada inteira, então conte para a VAM Magazine como foi a preparação para esse novo personagem (Benji)? E como é estar em uma obra assinada por Walcyr Carrasco?

Verdades Secretas 2 foi uma supressa muito feliz na minha carreira. Eu estava parado há mais de 1 ano por causa da pandemia e, de repente, fui chamado pra trabalhar ao lado de Walcyr Carrasco e Amora Mautner, meus ídolos e gênios do seu ofício. Encontrei o meu lugar na tv com essa equipe. Me libertei de falsas amarras e pisei sem medo em lugares inéditos. Foi um processo diferente, mais sensorial e menos físico, mais espiritual e menos rígido, mais prazeroso e menos angustiante.

VAM: A arte vem passando por uma série de transformações. Como ator, como você enxerga esses desdobramentos, flexibilizações e novos formatos tecnológicos?

Acho que tudo é evolução, tudo é valioso, tudo soma pra que um novo tempo venha ainda mais potente, rico e promissor. A vida é movimento e está em constante transformação…nos resta abrir o peito e aceitar nosso poder de fazer lama virar ouro.

VAM: No momento político do Brasil precisamos de voz para falarmos sobre as situações que nos incomodam, o que lhe incomoda no cenário atual desse governo?

Acho que tudo é evolução, tudo é valioso, tudo soma pra que um novo tempo venha ainda mais potente, rico e promissor. A vida é movimento e está em constante transformação…nos resta abrir o peito e aceitar nosso poder de fazer lama virar ouro.

VAM: Qual a sua definição de moda? Existe alguma peça de roupa sua que te acompanha há muitos anos?

Moda é vestir a sua personalidade sem filtro, sem regra, sem erros ou acertos. É aceitar quem se é com muita honestidade e trajar o que te potencializa em todos os sentidos. Moda é o oposto do medo; é abrir mão do autojulgamento, é se olhar no espelho e se amar, se amar muito, se reverenciar, se parabenizar, se apaixonar por si mesmo e enxergar a energia por trás da imagem. Adoro me vestir bem, mas adquiri a capacidade de trocar o guarda roupa inteiro do dia pra noite sem nenhuma dor.

Fotos @viniciusmochizuki Entrevista @antonnio.italiano Edição de moda @aledupratoficial Produção de moda @kadununnes07 Direção de estúdio Rodrigo Rodrigues Assessoria de comunicação @berebiachi

BATE-BOLA

1. O que é o amor para ti? A fonte da felicidade.

2. Como lida com a idade? Com gratidão, ela tem me tratado bem.

3. Qual(is) o(s) nome(s) da(s) sua(s) saudade(s)? Dona Hermínia.

4. Com quem gostaria de trabalhar, e porquê? Vale Meryl Streep? Rs

5. Qual música define a sua vida agora? “Spirit Bird” de Xavier Rudd

6. Como seria o date para Pandolfo? Um olhar que sorri do início ao fim.

7. O que tira você do sério? Lobo em pele de cordeiro.

8. CALIENTE: Qual o seu fetiche? Já fez algum? Já fiz quase todos! Falta namorar a 3 :)))

9. Porque aceitou o convite da revista VAM Magazine para ser capa? E qual a sua mensagem para quem ler essa matéria exclusiva? Sabe quando você lê uma revista e se IDENTIFICA num nível igual quando você vê um filme e fica em ebulição interna, sai do cinema mexido e tal? Então, sou eu me identificando com a VAM MAGAZINE.


Saiba tudo sobre Pandolfo:

Teatro:

“Pi - Panorâmica Insana, dirigido por Bia Lessa, “Concerto para João”, dirigido por Cassio Scapin, "Céus", dirigido por Aderbal Freire Filho, "Galileu Galilei", dirigido por Cibele Forjaz. “R&J, de Shakespeare, dirigido por João Fonseca, com o qual foi indicado ao Prêmio APTR e ganhou o Prêmio Ítalo Rossi de Melhor Ator. “O Despertar da Primavera – O Musical”, dirigido por Charles Moeller e Cláudio Botelho, com o qual foi indicado aos Prêmios Shell e Arte Qualidade Brasil de Melhor Ator e ganhou o Prêmio APTR de Melhor Ator Coadjuvante. “Cine-Teatro Limite”, dirigido por Pedro Brício e Sergio Módena, com o qual foi indicado aos Prêmios Shell e APTR de Melhor Ator.


Cinema:

Integrou o elenco de “Chacrinha - O Velho Guerreiro”, “João, O Maestro”, "Elis - O Filme", “Faroeste Caboclo”, “Minha Mãe é uma Peça 1 e 2” e “3”, com Paulo Gustavo.

Em televisão, seus últimos trabalhos foram: “Verdades Secretas II” da Globoplay, “Samantha” da Netflix, “Rua Augusta” da TNT, “Prata da Casa” da Fox, “A Menina sem Qualidades” da MTV, “Junto e Misturado” da Globo e as novelas: "Geração Brasil" e “Cheias de Charme”.

Para 2022 estão previstos dois espetáculos de teatro:

Vai dirigir “Alaska”, texto da americana Cindy Lou Johson que fala das “doenças psicológicas modernas”. É baseado no espetáculo “Brilliant Traces” traduzida como ALASKA.


O segundo projeto é do próprio Pandolfo - “Heróis que Não Aterrissam” (texto de autora argentina). Ele vai dividir a cena com a atriz Karen Coelho e a direção será de Rodrigo Portela.

O texto fala de um jovem artista que é enviado para a guerra das Malvinas e volta absolutamente transformado por conta do pós guerra.