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Thiara Palmieri explica por que a IA nunca substituirá a conexão entre pessos

  • há 12 horas
  • 3 min de leitura

Entre os estúdios de televisão, os bastidores do mundo corporativo e os novos desafios do empreendedorismo, Thiara Palmieri construiu uma trajetória marcada por recomeços.

Atriz, apresentadora, mãe em tempo integral por escolha e hoje referência em Neurocomunicação, ela acredita que cada fase da vida contribuiu para uma mesma descoberta: por mais que a Inteligência Artificial evolua, nenhuma tecnologia será capaz de substituir a força da comunicação entre pessoas.


Para ela, a maior transformação da própria história aconteceu longe das câmeras. Foi a maternidade que mudou sua forma de enxergar relacionamentos, liderança e até o propósito do seu trabalho.

"A maternidade, sem sombra de dúvidas. Foi ela que me trouxe a maturidade de quem precisa se responsabilizar pelo outro. Quando uno todas as minhas competências, percebo que o escutar materno é muito mais potente do que podemos imaginar."

Essa percepção ganhou ainda mais força durante sua passagem pelo universo corporativo. Ao treinar profissionais altamente técnicos, Thiara percebeu que conhecimento, sozinho, não era suficiente para gerar resultados. Segundo ela, a comunicação quando construída com empatia e escuta era o que realmente transformava equipes e lideranças.


Em um momento em que a Inteligência Artificial produz vídeos e participa de conversas cada vez mais naturais, a especialista acredita que existe uma habilidade que continuará sendo exclusivamente humana.

"A comunicação continuará sendo exclusivamente humana. Não a escrita, mas a conversa olho no olho, carregada de nuances, emoções e presença. É isso que nenhuma tecnologia consegue reproduzir."

Depois de anos diante das câmeras, Thiara também afirma que a televisão lhe ensinou uma lição que nenhuma faculdade consegue oferecer: estar preparada para o inesperado. Para ela, autenticidade e improviso caminham lado a lado, e muitas oportunidades surgem justamente quando menos se espera.

A pausa na carreira para viver integralmente a maternidade também trouxe dúvidas e medo de recomeçar. Ainda assim, ela afirma que foram justamente essas transições que construíram a profissional que é hoje.

"Transicionei quatro vezes. Hoje empreendo, administro quatro empresas e tenho certeza de que só sou quem sou porque aproveitei cada oportunidade que vivi, inclusive quando me senti perdida."

Recentemente, uma viagem humanitária realizada ao lado do filho reforçou outra convicção que passou a levar para a vida e para o trabalho. Ao testemunhar de perto a transformação de uma comunidade, Thiara diz ter compreendido ainda mais profundamente o significado de servir e de colocar as pessoas no centro de qualquer relacionamento.

"Servir nos devolve ao essencial. Levo dessa experiência uma escuta ainda mais sensível e a certeza de que nenhuma comunicação é realmente transformadora se não nascer do interesse pelas pessoas."

Na contramão do discurso da alta performance permanente, ela também faz um alerta. Para Thiara, líderes não precisam demonstrar força o tempo todo. Saber admitir dúvidas, pedir ajuda e ouvir quem está ao redor é, muitas vezes, o que diferencia uma liderança saudável de uma gestão baseada apenas em resultados.


Essa falta de escuta, inclusive, é o comportamento que ela mais encontra entre executivos que procuram seus treinamentos.

"Eles escutam apenas a si mesmos. Depois descobrem que o problema não está nos outros, mas na falta de escuta ativa."

Ao olhar para toda a própria trajetória da televisão aos palcos corporativos, passando pela maternidade, pelo empreendedorismo e pelo trabalho social Thiara diz que existe apenas um legado que realmente deseja deixar.

"Espero que as próximas gerações aprendam a gostar de gente e a usar a linguagem a favor das pessoas."

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