Velora Fashion Tour aposta em Gramado para lançar uma nova plataforma de moda, conteúdo e negócios
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De 21 a 23 de agosto, durante o Festival de Cinema de Gramado, Rodrigo Amarante estreia o Velora Fashion Tour reunindo moda, experiências e networking em um novo formato de evento.

Gramado se prepara para receber um novo capítulo da moda brasileira. Entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026, durante o tradicional Festival de Cinema de Gramado, estreia o Velora Fashion Tour, projeto idealizado por Rodrigo Amarante que une desfiles, produção de conteúdo, ativações de marcas e experiências premium em uma programação voltada ao relacionamento entre moda, cinema e lifestyle.
Realizado em um dos períodos de maior visibilidade da cidade, o evento reúne parceiros como FashionTV, Wish Serrano, Grupo 300, Winter Experience, Base Management e Signa Hub, apostando em um formato que vai além da passarela tradicional. A proposta é criar uma plataforma de conexões entre marcas, criadores, imprensa, influenciadores e investidores, acompanhando a transformação dos eventos de moda em experiências capazes de gerar conteúdo, negócios e posicionamento.
Em entrevista à VAM Magazine, Rodrigo Amarante fala sobre a criação do Velora Fashion Tour, os desafios de lançar um novo projeto e a visão para as próximas edições.

Rodrigo, o Brasil possui São Paulo Fashion Week, DFB Festival e diversos eventos regionais. Em que momento você percebeu que ainda existia espaço para criar uma nova plataforma de moda? Que oportunidade o mercado ainda não estava explorando? Eu percebi que existia espaço quando comecei a observar que a moda estava mudando muito mais rápido do que o formato tradicional dos eventos. Hoje, uma marca não quer apenas colocar uma coleção na passarela. Ela quer conteúdo, relacionamento, visibilidade, experiência e, principalmente, oportunidades reais de negócio.
O Velora nasce justamente dessa percepção. Não queremos competir com eventos já consolidados ou simplesmente criar mais uma semana de moda. Queremos ocupar um espaço diferente, conectando moda, entretenimento, turismo, conteúdo e negócios dentro de uma mesma plataforma.
Vocês escolheram lançar o Velora durante o Festival de Cinema de Gramado, um evento consolidado há mais de cinco décadas. Qual foi a estratégia por trás dessa decisão e como a atmosfera do festival fortalece o posicionamento do projeto? Gramado durante o Festival de Cinema tem uma atmosfera única. A cidade recebe artistas, empresários, imprensa, influenciadores, marcas e um público extremamente conectado à cultura e ao entretenimento.
Então pensamos: por que não aproximar esses dois universos?
Moda e cinema sempre tiveram uma relação muito forte. Figurino, imagem, comportamento e tendências fazem parte dos dois mercados. Estrear o Velora nesse período nos permite inserir a moda dentro de um ambiente que já respira imagem, cultura e comunicação. Isso fortalece muito o posicionamento que queremos construir.
O material de apresentação fala em “fashion tour” e não apenas em uma semana de moda. O que muda na prática? Como você define o Velora para quem ainda não conhece o projeto? O conceito de Fashion Tour é fundamental para entender o Velora.
Não queremos ser um evento preso a uma única cidade ou a um único formato. O Velora foi pensado como uma plataforma itinerante, capaz de criar experiências diferentes de acordo com cada destino.
Gramado é o início dessa história.
Na prática, reunimos desfiles, shootings, produção de conteúdo, experiências, festas, relacionamento, imprensa e negócios. A passarela é importante, mas ela é uma parte de um ecossistema muito maior.
Eu definiria o Velora como uma plataforma que conecta moda, destinos, experiências, conteúdo e negócios.
Hoje, muitas marcas buscam mais do que um desfile: querem conteúdo, influência, relacionamento e retorno de imagem. Como o Velora pretende entregar esse ecossistema completo para os parceiros? Esse é um dos principais pilares do Velora.
A participação de uma marca não começa quando a primeira modelo entra na passarela e não termina quando o desfile acaba. Pensamos em uma jornada completa.
A marca participa do desfile, produz material fotográfico e audiovisual, está presente nos shootings, se relaciona com convidados, empresários, imprensa e influenciadores e ainda participa das experiências que acontecem ao redor do evento.
Queremos que, depois do Velora, a marca tenha não apenas a lembrança de ter desfilado em Gramado, mas conteúdo para continuar se comunicando e conexões que possam gerar oportunidades futuras.
Rodrigo, FashionTV, Grupo 300, Wish Serrano, Winter Experience, Base Management e Signa Hub já aparecem entre os parceiros. O que essas alianças representam para a construção da credibilidade do projeto logo em sua estreia? Representam muito.
Quando você está construindo um projeto novo, precisa estar cercado de pessoas e empresas que entendam a dimensão daquilo que você pretende criar.
Ter parceiros relevantes em áreas diferentes nos permite construir um ecossistema muito mais completo. Cada parceiro agrega conhecimento, estrutura, relacionamento, comunicação ou experiência.
Também existe um aspecto importante de credibilidade. O Velora está começando, mas nasce cercado por empresas e profissionais que já possuem trajetória em seus respectivos mercados. Isso demonstra que existe confiança no conceito e, principalmente, potencial para crescimento
Na programação há desfiles, shootings, produção editorial, entrevistas, festas e ativações. O conteúdo gerado durante esses três dias será um dos principais ativos do Velora? Como vocês pretendem potencializar essa entrega para as marcas? Sem dúvida. Hoje, conteúdo é patrimônio para uma marca.
Um desfile pode durar alguns minutos, mas uma fotografia, um vídeo, uma entrevista ou uma campanha produzida durante o evento pode continuar circulando durante meses.
Por isso pensamos o Velora como uma grande plataforma de produção de conteúdo. Durante os três dias, teremos diferentes ambientes e experiências justamente para multiplicar as possibilidades de imagem e comunicação.
A intenção é que as marcas saiam do evento com um banco de conteúdo relevante, associado a Gramado, ao Festival de Cinema e à experiência Velora.
O projeto fala em atrair empresários, investidores, compradores, influenciadores e imprensa. Como será feita a curadoria desse público para garantir que o evento gere conexões realmente estratégicas? Nós não queremos trabalhar apenas com quantidade de público. Para o Velora, a qualidade das conexões é muito importante.
A ideia é reunir diferentes perfis que possam efetivamente se conectar: empresários, profissionais da moda, imprensa, influenciadores, investidores, parceiros e pessoas com capacidade de gerar oportunidades para as marcas e profissionais participantes.
O networking precisa acontecer de forma natural, por isso ele não estará restrito ao momento do desfile. Ele continua nos encontros, nas experiências, nas festas e em toda a programação.
Queremos criar um ambiente no qual as pessoas tenham tempo e oportunidades reais para conversar e construir relações.
Um dos maiores desafios de um evento novo é conquistar confiança. Como foi convencer marcas e parceiros a apostarem em uma primeira edição antes mesmo de existir um histórico consolidado? Esse talvez tenha sido um dos maiores desafios.
Quando você apresenta algo que ainda não aconteceu, as pessoas precisam acreditar primeiro na visão, no projeto e nas pessoas que estão construindo aquilo.
O que ajudou muito foi apresentar o Velora não apenas como uma ideia, mas como um projeto estruturado, com conceito, posicionamento, parceiros e uma estratégia clara de crescimento.
Também existe minha experiência trabalhando com modelos, marcas, eventos e desenvolvimento de negócios. Isso ajuda a compreender as necessidades de cada lado.
No final, os primeiros parceiros são aqueles que enxergam a oportunidade antes de ela estar completamente consolidada. E acredito que isso torna essa primeira edição ainda mais especial.
Existe um perfil específico de marca que faz sentido para o Velora hoje? Vocês olham para o luxo, marcas autorais, moda independente ou pretendem reunir diferentes segmentos em uma mesma plataforma? O Velora não pretende ficar limitado a uma única categoria.
Queremos trabalhar com marcas que tenham identidade, propósito e desejo de construir posicionamento, independentemente de serem marcas autorais, independentes, consolidadas ou ligadas ao mercado premium.
O mais importante é existir coerência entre a marca e a experiência que estamos propondo.
Inclusive, acredito que reunir diferentes segmentos pode tornar o evento mais interessante, porque a moda contemporânea é extremamente plural.
Você imagina que, no futuro, o Velora possa circular por outras cidades ou até outros países, transformando-se em uma plataforma itinerante? Esse já faz parte do planejamento estratégico? Sim. Isso está no DNA do projeto desde o início.
Por isso o nome é Velora Fashion Tour.
Gramado é a nossa primeira edição e tem um significado muito especial, mas o conceito foi desenvolvido para ser itinerante. Queremos levar o Velora para diferentes cidades brasileiras e, futuramente, também para destinos internacionais.
Cada cidade poderá proporcionar uma experiência diferente. Não queremos simplesmente reproduzir exatamente o mesmo evento em lugares diferentes. Queremos que o destino faça parte da narrativa de cada edição.
O objetivo é que, no futuro, quando alguém ouvir “Velora”, não pense apenas em um desfile, mas em uma plataforma de moda que circula por destinos estratégicos criando experiências e conexões.
Se o Velora voltar a Gramado daqui a cinco anos, muito maior do que estreia agora, qual será o indicador que mostrará que o projeto realmente deu certo: número de marcas, impacto econômico, geração de negócios, repercussão internacional ou influência na moda brasileira? Provavelmente será uma combinação de todos esses fatores, mas, se eu tivesse que escolher um indicador, seria a capacidade de gerar oportunidades.
Número de pessoas e número de marcas são importantes, mas não podem ser o único parâmetro.
Eu quero olhar para trás daqui a cinco anos e encontrar marcas que cresceram a partir de conexões feitas no Velora, modelos que conquistaram oportunidades, profissionais que desenvolveram projetos juntos e empresas que encontraram novos mercados.
E quero que Gramado possa dizer que ajudou a iniciar essa história.
Se conseguirmos construir uma plataforma reconhecida no Brasil e internacionalmente pela capacidade de conectar moda, conteúdo, experiências e negócios, então teremos alcançado aquilo que imaginamos quando criamos o Velora.



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