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5 dicas para ajudar os companheiros a lidar com as mulheres na menopausa

Cerca de 73% das mulheres afirmaram que a menopausa contribui para a ruptura do seu casamento, aponta pesquisa.

A menopausa, ainda cercada de tabus e desinformação, tem se mostrado um dos períodos mais desafiadores para a vida conjugal de muitas mulheres. Muito além das ondas de calor, as alterações hormonais provocam impactos emocionais, físicos e comportamentais que, quando não compreendidos pelo casal, podem gerar conflitos profundos.


A falta de diálogo e de informação faz com que mudanças naturais do corpo feminino sejam interpretadas como distanciamento, frieza ou desinteresse, abalando relações que antes eram estáveis. Cerca de 73% das mulheres afirmaram que a menopausa contribui para a ruptura de seu casamento, segundo dados do The Family Law Menopause Project e da Newson Health Research and Education.


Segundo especialistas, a queda do estradiol e da progesterona interfere diretamente no humor, no sono, na energia e na intimidade.


“Muita gente não fala sobre isso, mas eu vou falar: quando a mulher entra nessa fase, o estradiol e a progesterona começam a cair e oscilar, e isso não mexe só com o ciclo menstrual, mexe com o sono, com o humor, com a energia e com a intimidade da mulher e do casal. Essas alterações podem levar ao ressecamento vaginal, desconforto e até dor durante a relação sexual, fazendo com que muitas mulheres passem a evitar o contato físico, sem conseguir explicar o motivo”, destaca o médico com atuação na área da saúde da mulher, Dr. Luiz Augusto Júnior.


O impacto não se limita ao campo sexual. Uma pesquisa CLOSER (CLarifying Vaginal Atrophy’s Impact On SEx and Relationships), realizada com mulheres brasileiras pós-menopausa e seus parceiros, mostrou que 70% delas evitam a intimidade sexual devido ao desconforto, como ressecamento e dor, afetando diretamente não apenas a relação sexual, mas também a dinâmica emocional do casal. Além disso, distúrbios do sono, irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração tornam-se frequentes.


“Não é fraqueza ou frieza, é o corpo tentando se ajustar sem suporte”, ressalta Dr. Luiz Augusto. Muitos parceiros enxergam apenas a distância e o aumento da tensão, sem compreender que esses comportamentos são respostas fisiológicas às mudanças hormonais. O caminho para preservar a saúde da mulher, e do relacionamento, passa por acolhimento, informação e tratamento adequado.


Neste contexto, Dr. Luiz Augusto Júnior cita 5 dicas para ajudar os companheiros a lidar com as mulheres na menopausa:


  • Escute sem julgar: Permita que ela fale sobre o que está sentindo, mesmo quando não souber explicar totalmente. A empatia é essencial.

  • Busque informação: Entender o que é a menopausa ajuda a evitar interpretações equivocadas e reduz conflitos.

  • Apoie nas consultas e tratamentos: Demonstrar interesse na saúde dela fortalece o vínculo e mostra parceria real.

  • Seja paciente com as mudanças de humor e energia: Oscilações são biológicas, não pessoais. A compreensão diminui a pressão emocional.

  • Cuide da intimidade: Respeite limites, ofereça carinho e esteja aberto a novas formas de conexão durante esse período, como convidá-la a um jantar, ou a um passeio.


Sobre o Dr. Luiz Augusto Júnior O Dr. Luiz Augusto Júnior é médico com atuação na área da saúde da mulher, com foco em menopausa, equilíbrio hormonal e medicina integrativa. Formado pela Unoeste e com múltiplas pós-graduações, atua com uma visão que integra estilo de vida, nutrição, sono e saúde emocional. Fundador do Instituto Amare, Luiz se dedica a um cuidado humanizado e transformador, guiado por propósito e atualização constante.


Acompanhe mais sobre seu trabalho: @institutoamarepp | @dr.luizaugustojunior

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