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Ballroom passa a ocupar o The Core aos sábados

  • há 7 horas
  • 4 min de leitura

Uma nova ocupação da pista aproxima a cultura ballroom, a house e novos públicos em uma programação que começa no dia 5 de setembro

A pista muda de lugar, ganha novas linguagens e abre espaço para uma cena que há décadas transforma música, moda, performance e comunidade em expressão. A partir de 5 de setembro, o The Core passa a receber a cultura ballroom aos sábados, em uma colaboração com o Ballroom São Paulo que inaugura uma nova fase na programação da casa.


A estreia acontece com o Caso Sério Ballroom Experience, projeto criado por Klaus, com curadoria musical de Nicky Abe, DJ residente do The Core, e participação de Pérola Klandestina, que leva para a experiência a perspectiva da cultura ballroom.


Para esse primeiro encontro, os anos 2000 aparecem como ponto de partida. O jeans, os sons e as referências de uma década marcada por transformações na música e na cultura pop encontram a linguagem ballroom, criando uma noite que revisita memórias e, ao mesmo tempo, propõe novas possibilidades para a pista.

Mais do que uma noite temática, a proposta é criar continuidade. A chegada da ballroom aos sábados do The Core aproxima públicos, artistas e diferentes formas de expressão, construindo uma relação que vai além de uma participação pontual.


Nesta conversa, Klaus, Nicky Abe e Pérola Klandestina falam sobre a construção dessa parceria, o encontro entre house e ballroom, a importância de ocupar novos espaços e o que esperam construir a partir dessa primeira noite.


Klaus, como nasceu a ideia de trazer a cultura ballroom para os sábados do The Core? A ideia nasceu muito desse desejo de fazer o The Core ser um espaço onde diferentes cenas possam realmente ocupar a casa, e não só passar por ela. A ballroom tem uma força cultural, estética e comunitária muito grande, então fazia muito sentido criar uma presença recorrente aos sábados, com espaço para essa cultura acontecer, se apresentar e também encontrar novos públicos.

E o que você enxerga nessa parceria com o Ballroom São Paulo que ainda não existia na programação da casa? Acho que ela traz uma camada que a gente ainda não tinha dessa forma. Não é só uma atração dentro de uma noite: existe toda uma cultura, uma linguagem, categorias, história e comunidade por trás. A parceria com o Ballroom São Paulo permite construir isso junto com quem vive essa cena de verdade, e para mim era muito importante que essa presença acontecesse com legitimidade, troca e continuidade.


Como a chegada da ballroom marca um novo momento do Caso Sério? O Caso Sério já vinha construindo uma identidade muito ligada à pista, à música e aos encontros, e a chegada da ballroom amplia isso. É um novo momento porque adiciona uma outra linguagem, uma outra energia e uma presença cultural muito forte à noite. A ideia é que essas cenas se encontrem de forma natural e que o sábado continue evoluindo, sem perder o que já fazia o Caso Sério ser especial.


O que vocês querem construir juntos a partir desse novo momento? Klaus: Quero que isso se torne uma presença real dentro da programação do The Core, não só uma participação pontual. Que a ballroom encontre aqui um espaço de continuidade, troca e visibilidade, e que o público também vá entendendo e se aproximando cada vez mais dessa cultura.


Nicky: Da minha parte, quero construir uma pista onde essas linguagens possam se encontrar de verdade. Que a house, a ballroom e a identidade do Caso Sério conversem de forma natural e que, a cada sábado, a gente consiga experimentar, trazer novas referências e fazer essa noite crescer.

E Nicky, quais referências musicais foram fundamentais para construir essa noite? A house e a ballroom sempre tiveram uma conexão muito forte. As duas vêm da pista, da liberdade, da comunidade. Então, para essa noite, eu quis partir justamente desse encontro e trazer referências que conversem com os dois universos.


Como você pretende transformar essa memória musical em uma pista atual? E a ideia não é fazer uma pista nostálgica. É pegar essa memória, essas referências, e trazer para hoje — misturando sons clássicos com coisas novas, mas mantendo essa energia que faz as pessoas quererem dançar e ocupar a pista.


E para a maravilhosa Klandestina: o que representa para a cultura ballroom ocupar o The Core aos sábados? Para nós, representa ocupar um novo espaço sem deixar de ser quem somos. É uma oportunidade de apresentar a ballroom para pessoas que talvez nunca tenham tido contato com a cultura e mostrar que ela vai muito além da dança. É comunidade, expressão, competição, moda, performance e liberdade.

O que você considera essencial preservar da cultura ballroom quando ela chega a novos espaços e públicos? A essência e a nossa história. Ballroom não é só estética ou entretenimento. É uma cultura construída por pessoas que encontraram nela um espaço de liberdade, pertencimento e existência. Então, quando chegamos a novos lugares, queremos levar isso junto: a linguagem, a comunidade, o protagonismo e, principalmente, o respeito pela nossa cultura.


Como house e ballroom se encontram na construção dessa experiência? A house é família, acolhimento e construção coletiva. É onde muita coisa acontece antes mesmo de chegar na pista. Queremos que o público consiga sentir um pouco disso no The Core, não só assistir à ballroom, mas se aproximar, interagir e entender que existe uma comunidade por trás de cada performance.


O que vocês querem construir a partir dessa primeira noite? Queremos construir continuidade. Que essa primeira noite seja o começo de uma relação entre o The Core, a comunidade ballroom e o público. Queremos que as pessoas conheçam, vivenciem e se interessem cada vez mais pela cultura. Se alguém sair de lá querendo saber mais e voltar na próxima, para nós já é um começo muito importante.


A estreia do Caso Sério Ballroom Experience acontece em 5 de setembro, marcando o início dessa nova presença da ballroom na programação dos sábados do The Core. A proposta é que a primeira noite seja apenas o começo de uma ocupação contínua, aproximando a casa, a comunidade e um público disposto a descobrir novas formas de viver a pista.


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