Cláudia Ohana comemora 30 anos da novela 'Vamp' em ensaio de capa exclusivo

Na década de 70 quando fez uma participação Dancin`Days, Cláudia Ohana mostrou que o sucesso seria seu fiel parceiro e que muita arte corria em suas veias, revelando ao público seu talento e sua simpatia de menina moleca.


No cinema, iniciou a sua carreira profissional nos anos 80, onde vivenciou a desenvoltura e competência artística em papéis importantes. Sua estreia na televisão foi em 1984 na novela “Amor com Amor se paga” e, a partir daí, sua história nas telinhas não parou. A atriz integrou o elenco de produções como “Tieta”; “Rainha da Sucata”; “Fera Ferida”; “A próxima vítima”; “As filhas da mãe”; “Zazá”; “Canavial das paixões”, entre outras brilhantes atuações no cinema, no teatro e na TV.

Entrevista: Andréa Ladislau | Fotos e beleza: Pino Gomes | Styling: Carla Garan

Mas foi em 1991 que se deu o grande auge da carreira de Cláudia quando ela estreou como protagonista da novela "Vamp", inspirada em um cenário vampiresco, onde viveu a famosa roqueira vampira Natasha e integrou também a composição da trilha sonora da novela. O sucesso foi tanto, que agora, 30 anos depois de sua estreia, 'Vamp' ainda é celebrada com muito carinho pelos milhares de fãs espalhados por todo o Brasil.

A talentosíssima atriz e cantora eternizou a personagem e despontou para o público com toda sua jovialidade, alto astral e versatilidade em cena, além de emprestar todo seu talento para vários outros personagens que vieram a seguir.

Toda essa simpatia e luz de Cláudia Ohana podem ser observados aqui na VAM MAGAZINE através de uma entrevista exclusiva e fotos inéditas que deixam claro toda sua beleza e vivacidade. É de tirar o fôlego! ! Assista a live clicando aqui.


Exclusiva

A arte de atuar e cantar se manifestou em sua vida de que forma? E quando?

Desde pequena eu já me fantasiava e fazia concurso de dublagem. Eram coisas que eu amava fazer! Mesmo eu sendo muito tímida, não tinha a menor vergonha. Em casa, com a minha mãe, eu sempre tive muitos estímulos de arte, música, cinema… Minha mãe tocava violão e cantava para eu dormir e foi ela que me ensinou minhas primeis músicas no violão. Comecei a tocar e cantar com 10 anos. Achei que fosse ser cantora, aliás, todo mundo achava, mas, como minha mãe trabalhava em cinema, eu era sempre chamada para fazer umas fotos, curtas-metragens, etc. Aos 12 anos fiz meu primeiro espetáculo “Flicts", dirigido por Regina Cazé.

E foi aos 15 anos que comecei a trabalhar profissionalmente.


O sucesso veio e fez com que você demonstrasse todo seu talento e competência para viver personagens marcantes, como foi a Natasha de Vamp, dentre vários outros. Como você conseguiu lidar com toda essa exposição naquela época?

Naquela época eu fazia muito mais cinema do que televisão. Quando fiz minha primeira novela, as coisas foram mudando. Já era reconhecida e dava autógrafos, mas, com certeza, foi com a novela “Vamp" que eu senti o que era realmente fazer sucesso. Eu não conseguia sair para nenhum lugar. E acho que eu não estava preparada para tanto. Não na questão psicológica, porque nunca fui deslumbrada com o sucesso. Até porque, nasci no meio do cinema e essas coisas sempre foram normais para mim. Na época de Vamp, eu morava em um apartamento térreo que dava para rua e as pessoas ficavam na minha janela para poder me ver. Nesse sentido, era complicado. Mas o sucesso em si nunca me tirou do eixo porque sempre soube que ele é temporário . Sem contar que não é o sucesso que me define como artista.


De todos os seus trabalhos em TV, cinema ou teatro, qual deles você considera marcante por conta da mensagem que passava para o público? E Porque?

Acho que, talvez, seja “Ërendira", um filme maravilhoso. Fala de uma avó que faz fortuna prostituindo a própria neta de 14 anos. Depois disso, como um ato de libertação, Erendira (a neta) mata a avó e foge com o dinheiro sem nunca mais voltar.

Acho um filme feminista e de libertação.


O que você considera mais fácil fazer: uma comédia ou um drama? Ser vilã ou ser mocinha?

Sem dúvida, a comédia é mais difícil. É muito mais complicado fazer rir do que chorar. Fazer a mocinha é sempre muito difícil também. Interpretá-la bem então, é mais difícil ainda, mas é incrível quando isso acontece.


O que a Natasha de Vamp tem em comum com a Cláudia Ohana? E em que são totalmente diferentes?

A Natasha chegou para mim como uma personagem de personalidade e características bem fortes. Nesse sentido, vi muito de mim nela. Depois de interpretá-la, passei a ver muito dela em mim também.


Estar em uma novela, exige muito do artista pela dedicação intensa. Como consegue conciliar a vida familiar, filha, netos e a carreira, quando está com algum trabalho no ar?

Como toda mulher, equilibrando os pratinhos chineses. (Risos)

Sem dúvida, sempre temos que nos desdobrar em mil. Mas acho que tudo é uma questão de equilíbrio. É puxado, mas dou o meu jeito de conseguir administrar bem o meu tempo entre as coisas que eu mais amo, ou seja, a minha família e o meu trabalho. Não vivo sem os dois!


A Cláudia avó é muito permissiva ou é mais rígida com os netos?

Como mãe, jamais fui rígida. Como avó então, sou menos ainda. (Risos)


Qual sua maior conquista na vida pessoal e na carreira?

A maior? Nossa, foram tantas que é impossível dizer. Sempre dei muito valor a cada conquista. Todas foram importantes e fazem parte da minha história.


Um sonho ou desejo que você ainda pretende realizar?

Tenho vários! São os sonhos que nos motivam. Pessoalmente, hoje, meu sonho é ter uma casa na praia bem grande para poder reunir a família, receber os amigos e depois fazer uma violada.