Cover / JEY - A atriz, cantora e compositora está na VAM Magazine de setembro

Dedicada a tudo que faz, a atriz Jeniffer Setti mesmo em tempos de pandemia, não parou de produzir. JEY, após sua última passagem pela TV em A Dona do Pedaço da TV Globo e os sucessos das músicas “Como é que Vamos Fazer”, "Decisão" e recentemente "Obrigado" a cantora inspira com músicas em tom de desabafo, no melhor estilo mulher decidida a seguir em frente.

Esse ano lançou em homenagem ao Dia Internacional da mulher a parceria musical "O GRITO", com Zezé Motta e Ângela Rorô, uma música linda com a letra emocionante que valoriza nossa essência para sentirmos orgulho de quem somos.

Dona da sua própria carreira, a bela exibiu suas curvas em um ensaio exclusivo para a VAM Magazine e o resultado você confere aqui:

Sua carreira começou em 1999 cantando e interpretando Musicais teatrais, conte para a VAM Magazine como isso tudo começou?

Quando fiz minha primeira peça (O musical Aurora) da minha vida eu senti que era da arte que eu queria viver. Essa decisão ocorreu ainda muito criança com 12 anos. Não foi nada fácil, nasci no Subúrbio e a minha condição social não era nada boa! Precisa me formar nas artes cênicas para seguir meu sonho... Trabalhava de dia e estudava no Retiro dos artistas à noite. Encontrei muitas barreiras até chegar numa peça profissional!


Jey, a sua música fala sobre a valorização das mulheres. O que fez você levar para a arte a luta diária de tantas? Como você explica a importância do feminismo para seus fãs homens?

Eu vivi esse Abuso diário dentro de casa! Minha mãe sofria agressões e por não ter condições de criar os filhos sozinha aguentava calada. Por isso quando escrevo minhas músicas é impossível não lembrar de tantas mulheres que sofrem até hoje com esse tipo de tratamento dentro do âmbito familiar! Sobre meus Fãs Homens, eu Apenas faço questão de mostrá-los que o discurso contra a violação dos direitos das mulheres precisa ser respeitado! É fundamental essa conscientização.


Quando você fala no trecho dessa entrevista para o Uol: "Com um papel na Globo, por menor que seja, você tem destaque. Nunca tive um padrinho na televisão, então é mais difícil. A Record me abraçou depois que fiz os testes. Por mais que eu seja atriz há muitos anos, para a maioria do público se você não faz novela da 21h na Globo você não é reconhecida.” Quais são as dificuldades que enfrenta no mundo profissional e como lida com elas?

São MILHARES, uma delas é conviver com a situação atual do país que cada vez mais banaliza a cultura . Ser ator no Brasil é uma questão de AMAR o ofício, não há apoio e muito menos valorização da arte! Eu tive que ter plano A,B, C e D para conseguir pagar os boletos.