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Thiago Fragoso em entrevista, VAM Magazine de julho

Atualizado: 30 de jul. de 2021

Simpatia em pessoa e com um ar de “anjinho” que encanta um público fiel, há quase 30 anos de carreira, o ator carioca de 39 anos, Thiago Fragoso mostra que pode ser multitalentos, desde que revelou seus dotes musicais no programa “Pop Star” da Rede Globo de televisão. Vocalista da banda “Poesia de Gaia”, Thiago surpreende interpretando e compondo canções que instigam reflexões, como a música “Recomeço”, lançada em 2019. Um artista completo que também tem seu tempo dividido nas funções de pai dos pequenos Benjamin e Martin, frutos de sua relação com a também atriz Mariana Vaz.


Em 2012, na novela “Amor à Vida”, Thiago Fragoso interpretou ao lado de Mateus Solano, o primeiro beijo gay masculino, na teledramaturgia. Um divisor de águas na luta contra o preconceito. E não para por aí, desde que estreou em “Confissões de Adolescente”, a carreira desse jovem ator contabiliza muitos trabalhos de peso. São 14 filmes, sendo 02 dublagens, entre elas a animação do carismático Chef Linguini de “Ratatouille” da Disney, 18 peças de teatro e mais de 17 novelas, entre elas: “O Clone”, “O Astro”, “Araguaia”, “O profeta”, “ Malhação Verão”, entre outras. Em 2010, o ator interpretou Pery Ribeiro, filho de Dalva de Oliveira na minissérie: “Dalva e Herivelto – Uma canção de amor”. Um sucesso que deixa evidente o talento do rapaz.


Ator, cantor e empresário, Thiago Fragoso tem como esportes favoritos a natação, a corrida, musculação e sempre que pode ter um tempinho, aproveita seus momentos curtindo séries, jogando vídeo game ou torcendo para o seu time do coração que é o Flunimense (RJ). E, como um escorpiano convicto e muito apaixonado por trabalho, sua veia empreendedora ainda o levou a buscar novas inspirações através da paixão pela comida peruana, onde em 2020, abriu o restaurante Delivery, voltado para essa gastronomia, o “Me Lhama que Voy” na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. Uma excelente dica para quem curte boa comida e um ambiente agradável, em terras cariocas.

Sua trajetória de sucesso deixa evidente a consagração por um público fiel que o acompanha desde os primeiros passos no mundo das artes cênicas. E Thiago, cada vez mais, vem mostrando que talento não lhe falta. Com muito carisma e amor à arte e a vida, o ator vem conquistando o coração de seus seguidores e, como capa da Revista VAM Magazine online, abre sua vida em entrevista exclusiva, contando segredos e projetos que estão por vir.


VAM: Como e quando a arte de interpretar entrou em sua vida?

Thiago: Comecei cedo e foi uma cadeia de causa e efeito... Quando vi, já era ator. E bem novinho... Comecei pela música, na verdade, aos sete anos cantando num coral. As professoras da escola é que incentivaram a minha mãe a me colocar no teatro porque eu adorava toda vez que fazíamos algum exercício em sala que consistia em encenação. Não posso dizer que não foi natural. Eu ainda tive "um ano" de férias quando fiz intercâmbio (ainda que tenha feito teatro por lá), mas quando voltei, se ainda havia espaço pra dúvida esse espaço sumiu.

VAM: Qual tipo de interpretação exige mais do ator: vilão ou mocinho?

Thiago: O mocinho é bem mais difícil porque você não tem tanta liberdade. É preciso seguir o trilho da história até o fim... O vilão é sempre mais caótico e te dá muito mais liberdade pra brincar. A dificuldade do mocinho é seguir o trilho principal de forma instigante... O risco de todos os mocinhos ficarem parecidos é real. Gosto desse desafio, mas confesso que estou com muita vontade de pegar um vilão sinistro.

VAM: Com uma carreira digna de muitos aplausos (14 filmes, 18 peças de teatro e mais de 17 novelas), um grande sucesso, com inúmeros trabalhos espetaculares, o que você descreveria como um grande aprendizado ao longo de sua carreira?

Thiago: O aprendizado, na verdade, é uma questão de postura e atitude. As vezes percebemos atores talentosos que ficam meio burocráticos com o passar do tempo... Já ouvi da boca de colegas coisas como: "eu já fiz muita coisa legal"... Esse tipo de pensamento, pra mim, seria o fim. O mais difícil nessa profissão é manter-se motivado e vivo toda vez que o processo reinicia. Não importa quantos sucessos ou fracassos eu faça, a dimensão do ofício do ator é infinita. Enquanto houver ser-humano haverá novas possibilidades.



VAM: No ar como Alan da novela “Salve-se quem puder”, você contracena com 2 crianças que são seus filhos na trama, uma dinâmica bem familiar para você, considerando sua rotina de pai. E como é o Thiago pai do Benjamin e do Martin e marido da linda Mariana Vaz?

Thiago: Família é meu porto seguro... A paternidade é a minha grande vocação, sempre sonhei ser pai. Depois que nasce o primeiro filho você nunca mais é o mesmo. O foco da sua vida muda... E você tem alguém que, mesmo naqueles dias em que tudo parece errado e triste, consegue colocar um sorriso no seu rosto. Desde criança quando sonhava acordado eu queria ser um ator bem sucedido e ter uma família... Esses sonhos vieram juntos. A Mari é a melhor pessoa, mãe, amiga... Tenho muita sorte.



VAM: Você teve um filho em meio à pandemia, como foi esse momento? Como estão vivendo esses momentos de isolamento social?

Thiago: Pois é, o Martim nasceu em meio a pandemia, o que foi uma experiência muito intensa cheia de medos envolvidos. Ter um filho sempre traz medo… Será que vou ser um bom pai, será que vou cuidar bem dele, será que vou entender quando ele estiver precisando de mim, etc… No meio da pandemia é mais cruel. Tudo o que se ama demais vem com medo de perder ou não saber cuidar. Entramos eu e Mari na maternidade e saímos três, sem nenhuma visita, nada. Teve prós e contras. A convivência intensa foi, na maior parte do tempo, uma alegria... Mas faz muita falta não poder ter a família (principalmente as avós e avôs) junto com a gente. O Benjamin, que já está com dez anos, é apaixonado pela família e sentiu muito a falta de todo mundo. Só posso torcer (além de contribuir com o isolamento social, uso de máscaras e higienização das mãos) pra que a gente passe por essa tempestade o mais rápido possível.


VAM: “Pop Star” revelou ao público os talentos musicais do Thiago cantor. Quando começou a cantar e qual a sensação de se apresentar no Rock In Rio 2019, com a canção “Recomeços”?

Thiago: Vou começar pela apresentação no Rock in Rio, que é indescritível, foi uma das coisas mais incríveis que vivi na vida. E Minha relação com a música vem desde muito cedo, eu comecei cantando num coral aos sete anos. Meus pais tocavam violão pra gente, o primeiro espetáculo profissional que fiz era um musical... A música sempre esteve presente pra mim. E sou vocacionado pra isso porque a rotina da música é algo que eu curto! Não me incomodo de ter que ir antes passar som, esperar para o show, viajar fazendo show, ficar trancado em estúdio... Eu amo essa rotina e o Popstar acabou trazendo essa vontade de levar isso adiante.

VAM: Você protagonizou um divisor de águas na teledramaturgia que foi o primeiro beijo gay entre homens (personagens Felix e Niko) na novela “Amor à vida”. Quais os receios daquele momento e de que forma você acredita que possa ter contribuído para uma abordagem adequada de um tema tão sensível como a causa LGBTQIAP+?

Thiago: Eu acho que na verdade o primeiro beijo em horário nobre da TV Globo foi um momento muito importante pra comunidade LGBTQIAP+ muito mais que pra teledramaturgia. A gente, inclusive, tinha muito medo de gravar o beijo e não ir ao ar, esse era o nosso maior receio, eu diria. Mas o casal chegou num nível de aceitação e de torcida que o beijo foi aceito e comemorado como gol em final de Copa do Mundo. Foi um momento muito importante e eu fiquei muito feliz e emocionado de ter participado disso. Eu acho que é uma importante função do trabalho do ator investigar, divulgar, se aprofundar em todas essas questões delicadas que perpassam a nossa convivência em sociedade. Mas não acredito que tenhamos superado o lugar de preconceito e discriminação com relação a comunidade. Na época achamos que tínhamos dado um passo firme, mas com o tempo percebemos que foi algo associado aqueles dois personagens. Ainda somos uma sociedade muito reacionária e violenta.


VAM: Quais suas maiores inspirações na arte da interpretação e na arte da música?

Thiago: Na música, falando de Brasil, a primeira banda que ouvi de rasgar o disco foi Legião Urbana... O Rodrigo, meu irmão, trouxe os Beatles lá pra casa e a gente ouvia todo dia, também. A primeira música dos caras que me deixou chapado foi Eleanor Rigby. Meu pai também ouvia muita Bossa Nova e eu acabei virando um grande fã, por consequência. Fora isso, o Caetano me emociona de uma forma singular e eu sempre fui apaixonado por todas as fases dele enquanto artista. E, claro, o rock sempre teve um lugar especial no meu coração... Primeiro com Oasis, Guns N' Roses, Radiohead, Nirvana, U2 e mais tarde com Foo Fighters, Coldplay, The Killers e Queens of The Stone Age - que é uma super referência pra mim. Na atuação tem gente que não acaba mais... Vou tentar citar cinco: Al Pacino, Robert de Niro, Daniel Day Lewis, Leonardo DiCaprio e o Sterling K Brown que conheci mais recentemente.


VAM: Conte para seus fãs, quais seus próximos projetos e em que trabalhos poderemos ter a honra de ver Thiago Fragoso encantando o público?

Thiago: Temos projetos musicais, teatrais, tenho feito uma série de cursos de roteiro, enfim... São muitos projetos, que tô ansioso para mostrar e contar pra vocês. Quanto mais rápido a gente superar essa pandemia enquanto sociedade mais rápido eu vou poder levar esses projetos todos adiante.

Equipe



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