Thiago Fragoso em entrevista, VAM Magazine de julho

Simpatia em pessoa e com um ar de “anjinho” que encanta um público fiel, há quase 30 anos de carreira, o ator carioca de 39 anos, Thiago Fragoso mostra que pode ser multitalentos, desde que revelou seus dotes musicais no programa “Pop Star” da Rede Globo de televisão. Vocalista da banda “Poesia de Gaia”, Thiago surpreende interpretando e compondo canções que instigam reflexões, como a música “Recomeço”, lançada em 2019. Um artista completo que também tem seu tempo dividido nas funções de pai dos pequenos Benjamin e Martin, frutos de sua relação com a também atriz Mariana Vaz.


Em 2012, na novela “Amor à Vida”, Thiago Fragoso interpretou ao lado de Mateus Solano, o primeiro beijo gay masculino, na teledramaturgia. Um divisor de águas na luta contra o preconceito. E não para por aí, desde que estreou em “Confissões de Adolescente”, a carreira desse jovem ator contabiliza muitos trabalhos de peso. São 14 filmes, sendo 02 dublagens, entre elas a animação do carismático Chef Linguini de “Ratatouille” da Disney, 18 peças de teatro e mais de 17 novelas, entre elas: “O Clone”, “O Astro”, “Araguaia”, “O profeta”, “ Malhação Verão”, entre outras. Em 2010, o ator interpretou Pery Ribeiro, filho de Dalva de Oliveira na minissérie: “Dalva e Herivelto – Uma canção de amor”. Um sucesso que deixa evidente o talento do rapaz.


Ator, cantor e empresário, Thiago Fragoso tem como esportes favoritos a natação, a corrida, musculação e sempre que pode ter um tempinho, aproveita seus momentos curtindo séries, jogando vídeo game ou torcendo para o seu time do coração que é o Flunimense (RJ). E, como um escorpiano convicto e muito apaixonado por trabalho, sua veia empreendedora ainda o levou a buscar novas inspirações através da paixão pela comida peruana, onde em 2020, abriu o restaurante Delivery, voltado para essa gastronomia, o “Me Lhama que Voy” na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. Uma excelente dica para quem curte boa comida e um ambiente agradável, em terras cariocas.

Sua trajetória de sucesso deixa evidente a consagração por um público fiel que o acompanha desde os primeiros passos no mundo das artes cênicas. E Thiago, cada vez mais, vem mostrando que talento não lhe falta. Com muito carisma e amor à arte e a vida, o ator vem conquistando o coração de seus seguidores e, como capa da Revista VAM Magazine online, abre sua vida em entrevista exclusiva, contando segredos e projetos que estão por vir.


VAM: Como e quando a arte de interpretar entrou em sua vida?

Thiago: Comecei cedo e foi uma cadeia de causa e efeito... Quando vi, já era ator. E bem novinho... Comecei pela música, na verdade, aos sete anos cantando num coral. As professoras da escola é que incentivaram a minha mãe a me colocar no teatro porque eu adorava toda vez que fazíamos algum exercício em sala que consistia em encenação. Não posso dizer que não foi natural. Eu ainda tive "um ano" de férias quando fiz intercâmbio (ainda que tenha feito teatro por lá), mas quando voltei, se ainda havia espaço pra dúvida esse espaço sumiu.

VAM: Qual tipo de interpretação exige mais do ator: vilão ou mocinho?

Thiago: O mocinho é bem mais difícil porque você não tem tanta liberdade. É preciso seguir o trilho da história até o fim... O vilão é sempre mais caótico e te dá muito mais liberdade pra brincar. A dificuldade do mocinho é seguir o trilho principal de forma instigante... O risco de todos os mocinhos ficarem parecidos é real. Gosto desse desafio, mas confesso que estou com muita vontade de pegar um vilão sinistro.