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Conversamos com Arthur Carvalho, Presidente da FM o Dia

Arthur Carvalho, conhecido como "Tuka", tem no seu DNA a paixão pelo empreendedorismo e a visão de negócio na sua genética.

Isso começou na família, quando o seu avô, Ary de Carvalho, fundou o Jornal O Dia e teve a gestão passada pela mãe, Gigi de Carvalho - que conduziu com maestria e brilhantismo essa responsabilidade. O seu pai, Walter Mattos, criou o Jornal / Portal : O LANCE. Veículos que marcaram época e dispensam apresentações.

Nesse meio do caminho, Tuka, começou a sua carreira aos 24 anos, como o responsável pelo artístico e eventos na rádio FM O Dia. Referência no Brasil em ditar tendências e consolidar sucessos no segmento do Pagode e Funk.


Com a sua habilidade de relacionamento, conquistou rápido o seu nome no mercado e implantou a sua visão de business no mundo fonográfico.

Não demorou para expandir os negócios e se tornou empresário de artistas e produtores de eventos.


Um de seus cases de sucesso foi a gestão de carreira com o cantor romântico Dilsinho. Começou do "zero", em 2014 e está presente até hoje, em uma carreira que quebrou todos os recordes do Pagode e hoje transcende o segmento, se tornando um dos maiores artistas POPS do País.


Criou projetos com os principais escritórios de música do Brasil. Um desses cases - é a COLLAB "Maratona da Alegria - Villa Mix", que teve um recorde brasil da turnê com 86 mil pessoas, na edição de 2017, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.


Abriu a primeira filial da FM O Dia em Manaus em 2018 no dial 90,3 FM em uma parceria com o grupo A CRÍTICA. Um ano depois, foi a vez de Belém irradiar alegria no dial 90,5 FM.


Hoje, além de ser o Presidente da FM O Dia, também criou a ARCA A. Escritório de agenciamento de artistas e é sócio da GH MUSIC que faz a gestão de carreira dos artistas: Dilsinho, Mumuzinho, Menos é Mais é responsável pela parte de eventos da WORK SHOW RIO.


Com toda essa experiência e vivência no mercado, resolveu criar o PODCAST: BULLDOG CAST. Um bate papo descontraído com artistas, empresários, produtores musicais/eventos e gravadoras/agregadoras digitais. A ideia é oferecer entretenimento sobre música, shows, histórias/tendências e mercado fonográfico, e claro, a opinião individual dos convidados sobre assuntos que estão no hype da internet. Mais uma ideia, do "imparável", Arthur Carvalho.


Leia a seguir a entrevista do CEO VAM Magazine, Antonnio Italiano com Arthur Carvalho:

1) Arthur, o que você aprendeu com o seu pai sobre a comunicação? Conte um pouco sobre essa relação:

“Aprendi muita coisa com meu pai sobre a comunicação. Estagiei no grupo Lance por volta de um ano e também no Lancenet, que é a parte digital do grupo e desde pequeno, indo viajar, voltando do Maracanã, sempre escutando ele fazer as tiragens de cada dia do jornal. A comunicação, o jornal, sempre tiveram muito ligados na minha vida, sempre fizeram parte do meu dia a dia desde que me conheço por gente”.


2) Por ter nas raízes o empreendedorismo, hoje como você percebe o consumo/mercado de revistas no nosso país?

“Particularmente, eu acho muito difícil o mercado de revista e jornal sobreviver, talvez seja um em um milhão que vão conseguir se salvar. No jornal nós temos o case do New York Times que conseguiu fazer essa girada para o mundo digital, com assinaturas e tudo mais. Mas no ambiente de revista, acho muito difícil. O tempo que um editor, uma equipe, precisa para fazer uma compilação de matérias, mesmo digitalmente, não estou nem falando só do físico não, para conseguir entregar um bom resultado nesse tempo a notícia já ficou velha, né? Já está aqui todos os portais, redes sociais soltando, então, acho que mesmo indo para o digital acho difícil que as revistas consigam sobreviver por um longo prazo nesse formato resistente”.


3) No grupo FM O Dia há uma miscelânea de artistas e produções diárias, nesse seu período de rádio qual foi a sua maior dificuldade? E hoje a sua maior conquista como presidente da empresa?

“Vai fazer oito anos que estou no grupo FM O DIA e foram muitos desafios nesse período. Algumas concorrências que vieram e já foram. No primeiro momento, eu e minha equipe conseguimos criar todo o setor de eventos, aonde somos referência para o Brasil inteiro na nossa entrega, na nossa qualidade, no nosso formato de negócio. A recessão de 2018 foi muito difícil, a crise do coronavírus foi outra situação muito difícil, o setor de tecnologia que agora é um grande foco nosso. A gente não é mais uma rádio, a gente é a uma produtora de conteúdos no geral. Então, todos esses desafios e principalmente agora nessa virada de chave no meio que muita gente julga como ultrapassado, talvez como um jornal e tudo mais. A gente agora está nesse desafio de vir nessa nova fase e provar que a FM O DIA está mais atualizada do que nunca”.


4) A ARCA A. Escritório de agenciamento de artistas e GH MUSIC são empresas que são geridas por você. Como você encontra um artista para investir? Quais são as suas recomendações para quem tem a carreira musical como objetivo de vida? E o que acredita ser uma estrela em potencial.

“Tenho dois sócios na ARCA A, a Adriana Araújo e o Alexandre Ramalho. Antigamente, a gente olhava muito talento, principalmente eu, e de um tempo pra cá eu costumo dizer que eu estou começando a olhar mais um pouco a índole e não só o talento. Porque é muito difícil chegar e é muito fácil o próprio artista destruir com tudo. Se não tiver saindo ali bacana você tem um puta esforço pra chegar e depois que chega um artista consegue destruir com isso muito fácil, então hoje é uma das coisas que a gente, eu particularmente, analisa muito, saindo ali do artista pra estar contratando. E as recomendações com certeza é o pé no chão, é fazer um trabalho com uma base, não querer dar um passo maior que a perna, não pular nenhum degrau e quando chegar lá ter humildade. Uma estrela em potencial é quando junta tudo isso. Quando você vê um talento bruto, um grande carisma, que afinal, nesse trabalho a pessoa pode ter um grande talento, mas se o público não simpatizar de nada adianta. O carisma é fundamental e o principal que é a índole, uma cabeça boa, uma pessoa que a gente vê que busca os resultados, que querem chegar mais longe, que é aplicada, a pessoa que realmente quer ser cantor e não quem quer ser famoso. E um exemplo muito claro que hoje eu estou empresariando que com certeza todo mundo vai ouvir falar aí pra frente é o Robinho, que é um cantor que junta todas essas características”.


5) Como foi a pandemia para os seus negócios e vida pessoal? Você também se reinventou?

“A pandemia foi um caos profissionalmente. Rádio, mercado publicitário despencou e no escritório de empresariamento artístico, as agendas todas canceladas. Quase dois anos sem poder trabalhar. Claro que a gente tem que fazer do limão uma limonada, então se tratando de FM O DIA, foi muito bom pra gente se reestruturar e mergulhar de vez nesse mundo digital que estava caminhando, ia chegar, mas com essa evolução a gente teve que correr um pouquinho e na GH e na ARCA também deu pra arrumar a casa e voltar com mais força. Esses foram os lados positivos, mas com certeza muito mais lado negativo profissionalmente do que positivo. E no lado pessoal acabou que me mudei, escolhi vir pra Região Serrana, ficar mais próximo da família. Estou com o filho pequeno agora a e a espera de mais um então graças a Deus o pessoal deu para aproveitar um pouco mais esse tempo em casa com a família”.


6) Soubemos que você tem Kart como um hobby, como começou isso? Como cuida da sua saúde física e mental?

“O kart, o automobilismo, a velocidade em si é uma paixão minha desde criança. Quando eu era mais jovem corria uns três, quatro anos da minha vida. Durante muito tempo eu treinava, corria, mas aí com a extinção do kartódromo e autódromo do Rio de Janeiro acabei abandonando. Com essa vinda pra serra, a pandemia, tudo parado, e um dos dois únicos kartódromos do Rio é aqui em Guapimirim muito próximo da onde eu estava morando e aí com esse estresse todo resolvi voltar aí pra esse hobby que ajuda muito na saúde mental, ajuda a dar uma espairecida, afinal quando você está ali dentro chegando perto da curva mais de 100km/h você não tem muito tempo de pensar em outras coisas a não ser estar concentrada ali no que está fazendo. Isso ajuda muito a cuidar da saúde mental e como eu também não gosto muito de exercício, musculação, acaba que também ajuda a dar uma suada e cuidar um pouco da saúde física também”.


7) Artista x Empresário: Se pudesse escolher uma, porque escolheria?

“Sem sombra de dúvidas escolheria continuar empresário. Não tenho menor vocação pra ter que sair todo dia na rua sorrindo, tirando foto e o principal ficar rodando esse Brasil de sexta a segunda, de quinta a segunda, ponte aérea pra um lado, ponte aérea pro outro, final de semana longe da família, eu não aguento nem ir pra São Paulo dormir uma noite e voltar longe do meu filho, então essa vida de artista de não parar em casa, ficar rodando o Brasil e aí quando você tem folga está todo mundo trabalhando que é segunda e terça, não gostaria de ter não. Prefiro continuar na minha vida aqui de empresário”.

8) Vamos ter em 2022 a “Maratona da Alegria - Villa Mix”? Como começou essa collab?

“2022 vamos ter a 10º edição da Maratona da Alegria, a Collab com o Villa Mix acabou já em 2018 e em 2019 a Maratona já voltou a ser sozinha. 2020 e 2021 não tivemos por razões óbvias e essa parceria lá atrás com o Villa Mix começou com o crescimento dessa nova onda do sertanejo. A gente já tinha um evento muito consolidado para mais de 35 mil pessoas na Praça da Apoteose e eles tinham um evento de proporções menores lá em Niterói. Então, o pessoal queria ter uma entrada maior aqui no Rio, queria atingir um evento de maior proporção, como eles faziam em alguns lugares do Brasil e aí pra isso eles tiveram que se juntar com a gente por todo know how artístico, marca de evento e conhecimento aqui da própria cidade. Com essa junção a gente conseguiu quebrar todos os recordes do Villa Mix até mesmo de Goiânia, de faturamento e de público. O maior Villa Mix da história de faturamento e de público foi o Maratona da Alegria Villa Mix”.


9) Quais os seus objetivos profissionais para esse novo ano?

“O objetivos pra 2022 é voltar pra rua, voltar a fazer show que é o que a gente mais gosta e a rádio poder estar na rua novamente. Esses são os principais objetivos. E paralelo a isso, esse meu novo projeto que é o Bulldog Show, que é um projeto pessoal, algo diferente de tudo que eu já tinha feito até hoje. Sempre gostei mais de ficar atrás das câmeras e esse é um projeto que eu acabo ficando na frente das câmeras. Um friozinho na barriga e com certeza muita coisa boa aí pra 2022 se Deus quiser”.




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