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Giu Nassa: Cantora, multi-instrumentista, compositora e Youtuber

Giulia Silveira Nassa nasceu em São Paulo em 2 de março de 2003 e iniciou sua carreira fazendo teatro musical com 10 anos, pela Teen Broadway. Aos 13 anos, participou do programa The Voice Kids 1 sendo do time da cantora Ivete Sangalo.

Aos 14 anos, fez seu primeiro musical profissional com a peça Peter Pan, onde interpretou a Wend em turnê pelo Teatro Bradesco em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2017, recebeu o convite da Sony Music para integrar as BFFs Girls. Estreou no cinema como atriz, com o filme Coração de Cowboy, em 2018. ao lado de Gabriel Sater e Thaila Ayala. Se destacou por sua participação em O Melhor Verão das Nossas Vidas (2020).

Em seu canal do Youtube com mais de 26 milhões de views. Em seu mais novo trabalho para o cinema Giulia dará vida a Luana, irmã da personagem de Bruna Viola no filme “Sistema Bruto”, que estreia este ano, uma comédia de ação dirigida por Gui Pereira

Com muito prazer a VAM Magazine trás nesta edição para vocês uma conversa inspiradora com essa estrela em ascensão. Conheçam Giu Nassa:

VAM: Giu. VAMos iniciar a entrevista querendo saber. O que a atuação nos palcos te provoca? Eu sempre desde pequena sempre fui uma criança muito criativa, gostava de desenhar, comecei desenhando, gostava de dançar, cantar e me fantasiar. E muitas destas coisas estavam atreladas a atuação, a interpretação. Eu sempre gostei de teatro, musical e filmes da Disney, eu realmente sempre gostei de interpretar. Então, as artes cênicas sempre caminharam comigo junto á música na minha história, ambas naturalmente naturais para mim. Sempre gostei de contar histórias, viver outras vidas, dar voz para personagens, especialmente em cima do palco, onde eu comecei; minha primeira experiência com o palco foi em teatro musical. A sensação de fazer tudo ao vivo, de ter a reação imediata do público, de estar ali com as luzes e fazer tudo de uma vez sem ter que repetir é muito excitante e empolgante

para mim.


VAM: Indo para o início você começou a cantar no teatro aos 10 anos e aos 13 participou do The Voice Kids. O que você mais se cobrava na época? Via como trabalho ou hobbie? Muita gente Já sabia que eu gostava de cantar e atuar por conta do teatro musical e porque eu ficava fazendo isso em casa, então muitos amigos me falaram para me inscrever para o The Voice. Quando as inscrições surgiram eu ficava meio na dúvida, mas agarrei na mão de Deus e fui, mandei meu vídeo e fui aprovada e, desde então, muita coisa mudou. Eu comecei muito nova na época, eu não sabia como esse mundo funcionava ainda então me sentia muito deslumbrada e ao mesmo tempo um pouco assustada. No reality eu fiquei tão preocupada com a minha voz, por ser o The Voice, que eu pensava que seria uma coisa especialmente da voz apenas e acabei esquecendo um pouco do movimento corporal, meu desemprenho como um todo, de eu me soltar mais no palco e acabei despendendo mais tempo treinando, estudando minha voz do que realmente curtindo a passagem pelo programa. Mas depois de um tempo eu amadureci muito após o reality que foi uma vitrine para mim e comecei a entender a música não só como um hobby mas como carreira e a seriedade que essa profissão tem. Em contrapartida aprendi a me soltar mais e não ter vergonha de ser eu mesma como artista; descobri como abraçar as oportunidades de curtir enquanto eu trabalho também que foi algo que demorou para eu conseguir durante o programa e que hoje em dia eu sempre vejo o lado positivo de estar em cima do palco e não me preocupando tanto com as coisas.


VAM: E qual a sua opinião sobre a romantização de jovens e adolescentes que obrigatoriamente precisam trabalhar tão cedo? Nos dias atuais existe uma grande romantização da hiperprodutividade e de estar trabalhando e produzindo, não basta ser tem que parecer e isso me frustra um pouco porque vem uma cobrança, não só em você mesmo, porque acabamos nos cobrando quando começamos a trabalhar, mas vem uma cobrança muito da mídia pois tudo acaba ficando exposto, você tem que postar tudo que você está fazendo. Eu sou uma pessoa reservada com minhas coisas, então isso sempre foi algo que me incomodou muito contudo eu compreendo que a profissão trouxe um amadurecimento grande precoce e comecei a ver coisas da vida que meus amigos da escola, na época, não tinham noção do que era trabalho e tudo tem seu lado negativo e positivo a gente tem que tomar muito cuidado, é uma questão muito delicada, afinal somos jovens e ainda estamos aprendendo com a vida. O fato de eu já ser uma pessoa exposta não significa que eu já saiba exatamente o que eu quero e o almejo ser, ainda estou me conhecendo, me descobrindo mas meu público, graças a Deus, cresce junto comigo, vai se descobrindo junto comigo e vai amadurecendo junto comigo também.


VAM: Qual o cheiro da sua infância? Essa foi a pergunta mais interessante que já me fizeram. Curiosamente, eu tenho sinestesia, que é um fenômeno de conseguir misturar os sentidos então eu vejo cores em cheiros, sinto cheiro em formatos e sinto texturas em luzes enfim, todo tipo de percepção que eu possa ter. A minha infância sempre foi muito compartilhada da companhia de várias outras crianças. Eu cresci com minhas primas que possuem a mesma idade que eu e a gente sempre brincou muito na praia, na chácara e na minha casa. Gostávamos muito de interpretar, inclusive minha paixão pela arte surgiu nessa abri cadeiras que fazia com minhas primas, então por conta disso, minha infância tem cheiro de mato, de grama, pois remete também a toda essa brincadeira de cair, ralar o joelho, mas tem um cheiro de grama com cheiro de ranho ( risos), cheiro de sal, de nariz escorrendo, muito curioso.

VAM: Como surgiu o convite da Sony Music para integrar as BBF’s e como é hoje em dia? Depois do The Voice Kids 2016 eu conheci a Bia Torres e no The Voice Kids 2017 eu conheci a Laura Castro. Junto com o empresário que idealizou a nossa banda BFFs formamos esse grupo que faz parte hoje da Sony Music, nossa gravadora. Entre início de 2016 e final de 2017 começamos a buscar oportunidade de trabalho e sabíamos quena gravadora seria muito bom para a gente, surgiram várias propostas mas a Sony Music sempre pareceu que acreditava muito no nosso trabalho e respeitou nossas decisões artísticas e ajudou muito a gente a crescer no começo, claro que nossa história não terminou ainda, temos muitas outras coisas, mas foi uma oportunidade muito incrível na minha carreira sou muito grata a Sony Music e a tudo que ela proporcionou, por ter acreditado no nosso sonho. Sou muito feliz de ter conhecido todas as pessoas que conheci no processo, as pessoas que estiveram conosco na gravadora são pessoas maravilhosas que fizeram parte da nossa história.


VAM: E o que mudou de lá para cá? Eu acho que conforme os anos vão se passando e coisas vão surgindo, como novos trabalhos, eu vou amadurecendo - que é o processo natural da vida - mas com a profissão que temos ele é mais acelerado, tudo é muito rápido. Vem muitas propostas, muitas oportunidades e temos que saber o que aceitar, o que agarrar, o que condiz com o que queremos contar, o que não tem muito a ver com a gente, as meninas me ajudaram muito nisso, estar em um grupo com elas me ajudou muito a ouvir outras opiniões e estar com pessoas que entendem 100% o que é esse sonho, o que é ser uma pessoa que sonha com isso, que quer ser uma pessoa que vive com isso e que corre atrás lutando diariamente. Acredito que a principal mudança foi o público que veio junto depois da nossa primeira música. Nossos fãs, os Bffers, são os melhores do mundo, eles sempre nos motivam a continuar e sinto que cada vez nosso público cresce mais e amadurece junto conosco. Se você está entrando agora seja muito bem-vindo aos bffers e aos batatinhas fritas que são o pessoal do meu fandom, da Giulia. Sou muito grata com tudo que tem acontecido desde então.


VAM: Onde busca inspiração e quem são seus ídolos na música? Sempre gostei de ouvir música, de assistir filmes, sempre fui uma entusiasta da arte e da vida. Aprendi isso com os meus pais, principalmente com minha mãe, ela é e pessoa mais eclética do mundo eu aprendi a ouvir música com ela e desde pequena amei músicas antigas, que eram as que minha mãe me mostrava, em destaque para o Rock’n’roll clássico, assim que minhas primeiras referências são do rock, como Queen, Guns N’ Roses, Bom Jovi, AC/DC, Rolling Stones e minha banda favorita de todos os tempos que é Aerosmith - banda favorita de minha mãe também. De músicas mais atuais, por referências que fui buscando como artista para me inspirar atualmente, a principal é Billie Eilish, minha cantora favorita visual e vocalmente falando e outras artistas femininas alternativas como King Princess, Hayley Kiyoko, Avril Lavigne, Janelle Monáe, Clairo. Todas essas artistas que são fora da caixinha e que representam muito como mulheres, eu gosto muito.


VAM: Para os próximos meses descobrimos que você estará em duas produções. Certo? Qual o spoiler seus fãs podem descobrir na aqui VAM Magazine? Sim! Estou muito feliz com as novas oportunidades que surgiram no audiovisual este ano, muita coisa como atriz e principalmente longas. Depois de meu primeiro filme Coração de Cowboy (2018) tive a honra de participar de mais uma obra do mesmo diretor, Guilherme Pereira , que é o filme Sistema Bruto em que minha personagem se chama Luana, irmã mais nova de Bruna, protagonizada por Bruna Viola, que será uma corredora incrível que enfrentará os desafios de ser mulher no meio tão machista da corrida de fórmula 1. Minha personagem Luana é extrovertida, criativo e se preocupa muito com sua irmã ajudando ela nas aventuras. Sistema Bruto é um filme de comédia, está muito divertido e o elenco é maravilhoso! Outro longa que acabei de rodar recentemente é o longa musical Speak Up que se passa em um universo distópico, eu não posso dar muito spoiler sobre meu personagem mas o nome dela é Julie, garota que gosta muito de música, tem uma vibe bem rebelde e vem pra fazer muitas mudanças e transformar as coisas. É um filme que acredita que marcará uma geração, pois ele é muito jovem, com narrativa muito atual apesar de se passar em um universo diferente, abordando discussões importantes como autoaceitação, liberdade de expressão e revolução.


VAM: O que toca na sua playlist? O que mais gosta de cantar? Como eu disse, sou uma entusiasta, sempre gostei de ouvir de tudo e curti mesmo, aproveitar e me diverti com a arte seja ouvindo música ou assistindo filme mas também compreendo isso como uma das pistas de minha profissão, como artistas temos que estar sempre buscando referências, vendo o que está acontecendo no mercado, tanto com o olhar de atriz quanto de diretora. Como cantora gosto de ouvir na minha playlist - que se chama RoadTrip - músicas que me deixam alegre ao ouvir que boto no fone pra curtir e outra playlist que costumo ir ouvindo para saber o que os aplicativos de música vão me sugerindo do que está atual, do que está funcionando para cada tipo de público. Eu gosto muito de criar vibes diferentes, tenho várias playlists: playlist anos 80, playlist anos 90, playlist de música clássica, playlist de trilha sonora, playlist de teatro musical, playlist de músicas que me fazem sentir como uma fada, até uma playlist de músicas que rocariam se eu fosse uma plebeia na idade média, sabe? Vou criando muitas associações na minha cabeça, sou muito assim, as músicas que escuto ajudam a me transportar para outro universo.

VAM: Teatro, TV, ou cinema? Onde se realiza mais? Eu amo arte, amo todas as artes e amo estar sempre aprendendo coisas novas e me desafiando em outros campos, porém ultimamente eu tenho trabalhado mais como atriz, surgiram mais trabalhos como atriz e sinto que hoje me realizo mais na 7a arte, no cinema mesmo, onde despertei minha paixão pela arte, eu comecei assistindo filmes e querendo ser os personagens. Eu amo dirigir, escrever e produzir e tudo que está relacionado ao audiovisual é um prazer para mim pois sempre gostei de consumir cinema e fazer cinema.


VAM: Qual filme marcou a sua vida? Muito difícil escolher um filme só ainda mais sendo uma cinéfila é uma tarefa muito difícil. Eu consigo falar diretores favoritos, atores favoritos, gêneros favoritos mas escolher um filme é uma tarefa muito difícil. Eu tenho filmes favoritos para diferentes categorias a serem avaliadas, um filme que marcou muito minha infância - e meu filme favorita da Disney - é Rei Leão, sei todas as falas de cor e as músicas são maravilhosas; um dos meus filmes favoritos, Pulp Fiction do diretor Tarantino, me marcou como um filme cinematográfico que despertou minha paixão pelo cinema; do diretor Steven Spielberg amo Jurassic Park, reconheço que ele foi revolucionário pra indústria do cinema e o que ele me causou ao ver seus filmes pela primeira vez e por fim, os filmes da Marvel, sou muito geek, muito nerd, adoro histórias em quadrinhos, fazer cosplay e criar teorias da conspiração, além disso gosto muito de fanculture e nisso a Marvel me marca muito.


VAM: No cinema atuou como atriz, com o filme Coração de Cow, é de lá para cá participou de outras produções. Giu, como percebe o incentivo da arte e cultura do Brasil? Eu sou muito grata que mesmo tão jovem ter a oportunidade de trabalhar com muitas coisas que sempre tive vontade e sei que é o desejo de muita gente porque a cultura tem disso, apesar de ser um trabalho sério que preciso admitir existir suas dificuldades, mas é um trabalho que você é recompensado não apenas por dinheiro mas você é recompensado por mensagem, por propósito pois você tem um público que vai junto com você é torce por você, esta é a coisa mais incrível. Vejo no Brasil o jovem cada vez valorizando a cultura, com a internet isso vem aumentando muito porque você tem acesso a qualquer tipo de obra muito rapidamente embora as coisas possam se tornar muito efêmera, passam muito rápido com as pessoas querendo consumir coisas mais curtas poderia acabar prejudicando um pouco. O mais importante é seguirmos investindo em cultura porque, além de alimentar nossa alma, é fundamental para nossa educação e nossa compreensão de mundo.


VAM: Como foi gravar Sistema Bruto? Gosta de fazer comédia? Sistema bruto foi uma experiência incrível. Primeiramente, porque gravei em várias cidades diferentes do interior de São Paulo tendo contato com culturas diferentes da minha. Sou paulistana mas sou da capital então foi uma paz, era cada lugar lindo que utilizamos como locação ajudando muito na imersão do meu personagem né? E uma coisa muito curiosa sobre esse filme é que foi meu primeiro trabalho que tive que treinar sotaque já que a personagem é interiorana, na trama é irma da protagonista Bruna Viola que tem um sotaque super puxado então foram meses de preparação com minha fonoaudióloga para que meu sotaque não ficasse forçado e isso é um perigo. Todo o processo foi incrível, o elenco e equipe são maravilhosos, sou muito fã do diretor Gui Pereira, ele foi o primeiro a me dar uma oportunidade no cinema, nunca vou esquecer disso, fico muito feliz dele acreditar no meu trabalho pois eu acredito muito no trabalho dele. Eu amo fazer comédia, foi muito divertido, todos filmes que faço tem um ‘q’ de comédia né? O brasileiro gosta de consumir comédia no cinema mas sistema bruto é uma comédia muito inteligente apesar de tratar de temas muito sérios e ser um filme que perpassa o drama tem muitas cenas de comédia, acredito que o pessoal irá rir bastante assim como eu ri bastante durante as gravações porque a equipe toda era uma comédia mesmo.


VAM: E qual o segundinhos pessoal? Muito difícil saber afirmar com toda certeza do mundo qual seria meu sonho hoje porque possuo vários pequenos sonhos e metas que vou alcançando e partindo para outra e assim vou tocando minha vida e minha carreira, porém acredito que por detrás de minha carreira esteja o maior sonho de poder tocar as pessoas com a arte e ser reconhecida, ouvir e ser ouvida, fazer as pessoas se identificarem comigo de alguma forma e marcar a indústria de alguma forma. Eu sempre tento estudar o que tem de novo, o que vem acontecendo e isso na carreira é muito importante, minha vontade é tocar muitas pessoas e contar minha história. Na minha vida pessoal meu maior sonho é ser feliz, ter gente do meu lado que acredita em mim apoiando minhas decisões e construir uma família, sim! Acredito que ter uma família, uma casa e estabilidade, bichinhos e filhos ( risos) são sonhos pessoais que sempre tive.


VAM: Qual a plataforma você mais se sente confortável para a produção de conteúdo? E como separa a vida real da vida virtual? O Instagram sempre foi minha rede social mais forte, com uma base de fã maior pois sempre compartilhei bastante meu lifestyle e já fiz feed colorido resultando que a galera curtiu muito engajando nas fotos. Já o YouTube eu separava para fazer aquilo tudo que eu gostava, que fosse a Giulia de verdade onde pudesse falar os assuntos que gostasse de falar, como dito, sou super geek então meu canal sempre falei de teorias (da conspiração) análises de filmes e assuntos da indústria pop e música como Billie Eilish, posto meus covers, no YouTube faço meus trabalhos como diretora, como roteirista e faço a produção musical também junto de uma equipe. E por fim o TikTok que dá muita liberdade para criar um conteúdo mais rápido e humorístico, gosto muito de criar humor nesta plataforma e coisas do dia a dia mas é complicado a demanda de ter que produzir conteúdo diariamente e cada vez mais isso vem aumentando. É muito difícil lidar com a exposição todos os dias mas são ossos do ofício né, ao mesmo tempo que perco pouco da liberdade eu também recebo muito amor e carinho de meu público, nunca me sinto sozinha com eles. Preciso separar as duas Giulias, a profissional e a pessoal, é um exercício psicológico mas eu tenho muito respaldo da família, amigos e fãs para conseguir fazer isso.


VAM: Na moda, o que considera brega? Existe essa palavra ainda? Não me considero uma entendedora profissional de moda, eu não estudei isso embora pretenda assim que tiver tempo, mas me considero uma entusiasta e admiradora porque moda é arte então gosto de acompanhar o que está sendo falado, quais as tendências e, para mim, todo mundo deve se vestir como se sente confortável, como condiz com a personalidade de cada um. Não tem nada que eu considere brega, talvez a moda de 2012 com calças leggings com estampa de galáxia e a trend dos mustaches, bigodes, uma vibe Keep calm and carry on (risos) mas nada que realmente ache Braga, moda para mim é saber ter personalidade, saber inventar, isso é algo que priorizo muito nas roupas que visto sempre penso como posso estar vestida fora da caixinha e como posso causar estranhamento. Gosto de sair na rua com roupas diferentes e ver as pessoa sem olhando torto, então eu definiria meu estilo como ‘me julguem’ talvez (risos), eu gosto quando as pessoas não entendem, que acredito que arte é isso.

VAM: Na hora de relaxar, o que mais curte? E como cuida da sua saúde mental? Mesmo nas horas livres estou fazendo arte. Gosto muitíssimo de pintar e desenhar, foi isso que despertou a arte em mim, a primeira coisa que aprendi a fazer, então o desenho está muito intrínseco a mim. Como fiz faculdade de cinema e animação adoro fazer desenhos animados, perco horas fazendo animações e Gifs. Amo ver filme e séries e, como boa cinéfila, adoro assistir com pipoca em cia de quem gosto, gosto de ir ao cinema, ir ao shopping, curtir festas mas onde encontro mais paz e tranquilidade mental é com meus amigos e família dentro de casa, na verdade, não importa o lugar pois se estou com as pessoas que amo eu estou bem, são fundamentais para minha saúde mental. Na saúde física (risos) eu tento fazer o máximo de exercício que consigo quando tenho tempo, vou à academia e estou sempre dançando, tomando sol e bebendo água mas sempre comi muito saudável. O que eu realmente priorizo é minha saúde mental, estando com as pessoas que gosto isso já é 100% do caminho andado para mim.


VAM: Giu, qual o nome da sua saudade? Resgatando um Pouco de tudo que falei, o nome de minha saudade é inocência ou infância talvez acho que estas duas coisas andam juntas. Continuo trabalhando com a arte, algo que está muito atrelado ao meu eu, eu sempre gostei mas sinto saudade da inocência de pensar que é uma coisa de fazer só na sala de casa, de pegar o microfone e cantar pra família e fantasiar e sonhar sem as obrigações e as seriedades. Sinto muita saudade do cheirinho de grama ainda, do cheirinho de ranho de quando eu era criança e minha única preocupação era tomar banho logo pra comer batata frita, essa é minha maior saudade. Se eu pudesse voltaria no tempo........................................

Foto: Bruno Ruiz

Entrevista/Editor Chefe: Antonnio italiano

Transcrição: Deivid Santto

Ass. Imprensa: Access Mídia

Make: Ramon Amorim

Stylist: Jessica Arnhold

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