Wallace Safra: A nova cara do entretenimento ao vivo. Leia a entrevista:

Apaixonado pelo mundo da moda, negócios e comunicação, Wallace Safra vem se dedicando cada vez mais ao assunto e adquirindo experiências ligadas ao universo fashion.



Após cursar graduação e especialização em moda, ele se viu na necessidade de um diálogo mais dinâmico entre os novos talentos deste universo e o mercado de moda em geral, “tive que apostar em um trabalho autoral para mostrar a minha capacidade de produção e de desenvolvimento” comenta. Foi então que o empresário e produtor se reinventou e desenvolveu o ‘Projeto Moda Rio’, que é um super sucesso e busca incentivar a gestão de capital humano e oportunidades para novos profissionais do ramo.


Há mais de 10 anos, ´produz figurinos de carnaval, quando também faz a cobertura dos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí.


Wallace, é influenciador LGBTQIA+, que hoje tem em seu perfil mais de 50 mil seguidores, já conquistou a marca de mais de 90 mil espectadores ao vivo e mais de 100 mil visualizações em projetos digitais anteriormente apresentados em suas plataformas tornando, por exemplo, o Instagram uma de suas principais plataformas de mainstream.


Comunicador ligado no 220w, Wallace se multiplica entre a Casa Rio (sua empresa de moda, desenvolvimento e inovação), o Ateliê By Izaquis (do qual é sócio), o Projeto Moda Rio (grande promessa de reaquecimento da semana de moda ao Rio de Janeiro).


Idealizador e apresentador da Eighteen, websérie que está estreiando em agosto (17) a sua 4º temporada, Wallace está a frente de uma série de entrevistas digitais no Instagram, com convidados selecionados e especiais, sendo mais de 54 convidados, entre artistas, empreendedores, e influenciadores, também é colunista de moda na revista "Mais Rio de Janeiro".

O novo rosto do entretenimento ao vivo é Wallace Safra. Leia a entrevista com a VAM Magazine e inspire-se:



VAM: Wallace Safra, com a sua experiência há mais de 10 anos no mercado de recortes de moda e carnaval no Brasil. O que transmite brasilidade para você? Como você entrou no mundo fashion:

Para mim o que transmite brasilidade é a forma verdadeira com que esse povo se comporta, se move e como ele se comunica, de forma espontânea e intuitiva.

Sobre minha entrada no mundo da moda, eu atuava em uma grande empresa estatal e larguei tudo para me especializar em moda e logo depois, entendi que esse setor pelo qual eu nutri um amor imenso, era elitista e impenetrável. A partir de então, eu decidi apostar em um trabalho autoral, idealizei, fundei e construí o Projeto Moda Rio, lugar para novos criadores de moda, cultura e arte no Rio de Janeiro. Ao todo, realizei oito edições deste projeto que em breve, vai ser relançado com novos formatos para que possamos ter assim, uma nova plataforma de moda consistente no Brasil. Em paralelo, abri meu escritório, a Casa Rio, uma startup direcionada a marcas, projetos e pessoas do setor, focada em acolhimento e desenvolvimento de diferentes iniciativas, através do branding e da comunicação. Desde sua fundação, já desenvolvemos mais de 100 iniciativas na casa e aos poucos vamos atuando de forma ainda mais ampla e expansiva no mercado. Agora se segurem, vem muita coisa boa por aí!



VAM: Empreendedor, comunicador nato e digital influencer LGBTQIA+, quais são as personalidades da comunidade que você tem como inspiração? Já sofreu preconceito por trabalhar com a diversidade? E qual o seu objetivo como influencer para as pessoas que são representades pela sigla? Fale sobre a importância de ser influencer e dos direitos LGBTQIA+.

Eu sempre me inspirei em muitas personalidades históricas da comunidade como Marsha P. Johnson, por sua força e marco histórico pela comunidade internacional e Kaká Di Polly por atitude e perseverança em acreditar e se entregar aquilo que acredita.

Sobre preconceito, é obvio que todos nós membros desta comunidade já tivemos a vida cortada por algum tipo de preconceito, contudo, apesar de ser oriundo da zona oeste do Rio de Janeiro, de uma família pobre, sou um homem Cis gay, registrado ao nascer como pardo (apesar de lido como branco no Brasil) que tive o privilégio de ter o apoio de minha família, sou minoria e preciso me conscientizar disso de forma muito transparente. Precisamos lutar pela comunidade, pela realidade da massa, com empatia, generosidade e prezando pela vida, pela humanização, pela saúde física e metal, pelos direitos civis e acima de tudo, pelo amor!

Meu objetivo como influenciador é me tornar uma grande caixa amplificadora de informação e de transformação de realidades, de uma forma leve, consciente e direta. Quero abrir portas para novos diálogos, trazendo para canais, não apenas temas ligados a minha carreira e vida pessoal, mas novos olhares sobre a atmosfera cultural do nosso país, aproximar as pessoas, construir pontes entre a sociedade e seus diferentes elos, mostrando que tudo isso pode ser feito de maneira simples, acessível, dinâmica e descomplicada na vida e no dia a dia das pessoas.


VAM: Quando falamos de pluralidade, precisamos atualizar os modos de agir, pensar e falar. A Casa Rio é o seu aconchego como empreendimento. Fundada no início de 2018, atua com marcas de diversas regiões, direcionam e dão suporte a empreendedores, empresários, marcas e instituições, trabalhando com foco em desenvolvimento e crescimento de seus negócios, lá transformam-se sonhos em ideias. E para Wallace, qual o sonho profissional? Quantos profissionais trabalham junto a você? E fale um pouquinho sobre a mentoria da Casa Rio:

Meu sonho profissional é ter capital suficiente para colaborar com muitas pessoas sem ter que cobrar por isso, quero mudar realidades e transformar isso em uma mola impulsionadora, ser um profissional referência de contribuição e colaboração ativa para a sociedade em âmbito nacional e internacional.

Hoje trabalham comigo ao todo mais de 50 profissionais, entre empreendedores, empresários, equipe interna e externa.

Sobre a mentoria da Casa Rio, é simples, pensamos em um produto acessível que pudéssemos atuar diretamente na vida das pessoas, sem onerar muito seus processos e cadeia produtiva, aumentando sua curva de impacto, prezando pelo cultivo das relações éticas e focando na continuidade de mercado dessas marcas, projetos e profissionais.


VAM: Como você desenvolveu e conectou o “Projeto Moda Rio” com centenas de pessoas, comente:

O Projeto nasceu de uma grande inquietação minha perante o cenário naquele momento, não somente pela pela exclusão, mas também pela negligência com as pessoas. Quando idealizei e fundei ele, eu não tinha ideia da proporção que ele tomaria alguns meses a frente. A primeira edição foi em uma sala de um teatro no centro do Rio, para 30 modelos e 5 profissionais, era algo bem pequeno, mas um ano e meio depois com a última edição acontecendo, chegaram a circular em um dia de projeto (sim, um dia!), mais de 3 mil pessoas, 45 modelos, 6 estilistas, 20 marcas, 15 maquiadores, 12 convidados, 14 produtores, com ações sociais, desfiles, palestras, talks, oficinas, expositores e experiências com o público, tudo acontecendo ao mesmo tempo, isso tudo sem patrocínio heim! uma loucura né? Mas é exatamente essa loucura que fez com que eu parasse ele, remodelasse e em breve todos verão algo muito legal! Calma que vem coisa boa aí!