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Thiago Fragoso performa no Rock In Rio e estampa com exclusividade a capa VAM Magazine. Acesse!

"Tenho esse desejo e essa pulsão de me renovar e dar voz, nas telas e nos palcos.".

Conhecido pela ótima atuação nas novelas, o ator Thiago Fragoso que estampa pela segunda vez a capa VAM Magazine, cantou no line-up do Rock in Rio 2022. Ele se apresentou ontem (10), no mesmo dia que Coldplay, mas não é a primeira vez que o multiartista é convidado para cantar na Cidade do Rock. Em 2019, ele também se apresentou na Rock District.


Para a sua performance, o cantor decidiu homenagear também três bandas que ama do rock brasileiro, Titãs, O Rappa e Legião Urbana. A preparação para o show envolveu ensaios com preparadora vocal, diretor musical e a banda formada só por mulheres. Em 2022, Thiago ganhou como vice-campeão do “The Masked Singer”. Atrás da fantasia do Camaleão, o ator.impressionou os jurados sem ter a identidade revelada e chegou à final ao lado de Lucy Alves e David Junior.


Sua trajetória de sucesso deixa evidente a consagração por um público fiel que o acompanha desde os primeiros passos no mundo das artes. E Thiago cada vez mais vem mostrando que talento não lhe falta. Com muito talento, amor à arte e a vida, o ator vem conquistando o coração de seus seguidores e, como capa da Revista VAM Magazine, abre sua vida em entrevista exclusiva, contando segredos e a preparação para o Rock In Rio, vida pessoal, projetos que estão por vir, e muito mais. Leia a entrevista de Thiago Fragoso com Antonnio Italiano, editor chefe VAM:

Fotos e Studio: @luizbrownfotos | Beleza: Fábio Catalani por Studio Lu Rech | Stylist: @castanheiras | Editor Chefe & Entrevista: @antonnio.italiano

VAM: Thiago Fragoso, obrigado por estar de volta estampando a capa VAM Magazine, e desta vez por outro motivo especial: O Rock In Rio 2022, “apenas” o maior festival de música do planeta, é nele que estará performando no palco alternativo. Fragoso, o que mudou dentro de você lá do seu primeiro lançamento até aqui? O primeiro lançamento foi incrível, mas logo depois, veio a pandemia e tudo parou. O trabalho que eu tinha feito lá ficou parado e, agora, três anos depois, já sou outra pessoa e não me reconheço muito no que ficou pra trás. Tive outro filho, fiz quarenta anos... Muita coisa mudou. Posso dizer que agora eu não me contento mais com o que me era suficiente e quero ir além tanto cantando quanto atuando. Tenho esse desejo e essa pulsão de me renovar e dar voz, nas telas e nos palcos, a tudo isso que temos vivido... O mundo está em ebulição pra bom e pra mau e sinto essa vontade de mergulhar nesse universo.


VAM: Acredito que como eu, seus fãs e amigos estão curiosos para entender como acontece a preparação para esse dia. Conte para nós como foi isso tudo? E claro, spoilers do show também queremos saber, hein (rs)! Conte um momento de bastidor: A preparação começa meses antes com a definição do repertório. Inicialmente, estava planejando um show de cem minutos onde eu faria uma colagem de tudo aquilo que me eletriza e me faz sentido. Só que o palco da Rock District cresceu demais e todo mundo teve que adaptar os shows pra sessenta minutos. Acho que o resultado final ficou bem legal, são dezesseis músicas onde eu faço por exemplo alguns números que fiz no Popstar e também no The Masked Singer e outros que me emocionam na vida e que têm a ver comigo. A preparação é muito solitária no início. No começo o trabalho é meu comigo mesmo, investigando essas canções e vendo se têm sentido. Em um dado momento entra o diretor musical, Mauro Berman que está dirigindo vários atos na District, pra amarrar tudo bonitinho. A gente fez dois ensaios preliminares, um pra definir harmonias e outros pra ver os grooves e levadas. Ensaio com a banda toda só na semana do show! Muito dessa preparação estava em encontrar essa banda pra me acompanhar e eu queria uma banda de mulheres (com exceção do meu irmão). Fiquei muito feliz com o time que montei, elas botam pra quebrar.


VAM: Você se considera uma pessoa vaidosa? Como cuida do seu corpo? Não me considero... Mas acho importante se cuidar e isso vale pra todo mundo... Só que no meu caso, por ser ator, os cuidados vão um pouco além. Eu brinco dizendo que, se não tivesse essa profissão, provavelmente eu teria uma aparência bem diferente... Algo um pouco mais próximo do Shrek . Rsrsrs

VAM: E o que gosta de vestir? O que é uma pessoa cafona? Existe essa palavra ainda?! Eu gosto de roupa que veste bem. Pra mim esse é o principal. Calça jeans e camiseta preta me deixam bem feliz. Também gosto de camisas xadrez, botas e jaquetas, o que só posso usar esporadicamente com o clima do Rio. Digamos que eu vou de um estilo mais básico até uma onda mais rock 'n' roll.

VAM: Como representante da arte, existe a discussão sobre se posicionar ou não politicamente. O que pensa sobre isso? Eu não me acho melhor do que ninguém e nem acho que minha opinião tem o poder de influenciar qualquer pessoa. Na verdade, mesmo que tenha esse efeito eu não me acho no direito de impor minha visão de mundo a ninguém. Percebo que grande parte do público não gosta de uma postura muito militante de parte da classe artística que, infelizmente, demoniza quem pensa diferente. Eu sou artista e meu objetivo é falar pra todos sem discriminação. Nesse sentido, eu acho que a gente se posiciona de diversas maneiras: os trabalhos que eu escolho fazer, as instituições que escolho ajudar, a forma como crio meus filhos, o meu relacionamento com minha esposa, a forma como trato as pessoas no dia a dia... Tudo isso envolve política sem que eu entre numa de dar mentoria pras pessoas. Não tenho essa arrogância. Tendo dito isso, nunca deixo de falar sobre o que é importante pra mim. Acho que o debate público deve passar pelas ideias e não pelo partidarismo estéril.

Sou um ferrenho defensor da democracia, da inclusão, da educação universal de qualidade, da sustentabilidade, da saúde pública. Fora isso tenho a esperança por dias melhores na área da cultura em geral, que infelizmente tem sido prejudicada nos últimos tempos.

VAM: Pai sempre presente e atencioso. O que aprende com seu filho Benjamin, e quais lições acredita ser essenciais para ensiná-lo a viver? A gente aprende tudo. Parece que vivemos nossa vida novamente...

O meu filho me surpreende a cada dia. Ele é muito engajado nas causas sociais e entendeu desde muito cedo a importância de ser anti-racista, antifascista e anti-machista. Muito vem da educação de casa, sim, mas escolhemos uma escola que partilha desses nossos ideais. Ele me dá um orgulho tremendo. Se precisasse escolher o maior desafio de educar um filho homem hoje em dia diria que é esse novo lugar partilhado onde a mulher precisa ter representatividade e acesso aos lugares de poder e como o homem deve lidar com isso e apoiar sempre. Paridade é essencial .

VAM: Quais suas maiores inspirações na arte da interpretação e na arte da vida? Nossa... Difícil essa. A gente se inspira o tempo todo. Eu tive o prazer de fazer duas novelas com as lendárias figuras de Fernanda Montenegro, Laura Cardoso e Lima Duarte. Nunca vou cansar de dizer o quanto isso me fez crescer como ator e ser-humano. A gente brincava quando eu comecei a atuar que todo mundo tinha que escolher um melhor ator entre Robert DeNiro e Al Pacino. Eu sou do time do Pacino... Poderoso Chefão me tira o sono até hoje sempre que vejo. Me impressiona demais... Fora isso vou falar de Fagundes, Denzel Washington, Sterling K Brown, Christian Bale e uma mulher que vale por cinquenta homens: Meryl Streep.

VAM: Com uma carreira digna de muitos aplausos (14 filmes, 18 peças de teatro e mais de 17 novelas), um grande sucesso, com inúmeros trabalhos espetaculares, o que você descreveria como um grande aprendizado ao longo de sua carreira? Nossa... As vezes, parece que é só aprendizado. Há uma lição em cada cena, em cada fala, em cada olhar e em cada respiração. Acredito que a profissão do ator pode ser a mais dinâmica e mais mística de todas quando você se propõe a estar vivo em cada cena... Vou falar de um aprendizado específico que tive quando em Amor A Vida fazendo o casal que encantou o Brasil, Nico e Félix. Fizemos tanto sucesso e tivemos tanta torcida que tivemos o privilégio de poder trazer o primeiro beijo gay em horário nobre no Brasil. Achamos que a sociedade havia aprendido uma lição... Dali pra frente não seria mais tabu ver, conviver, torcer por casais do mesmo sexo... Ledo engano.

VAM: Thiago, qual personagem gostaria de reviver? Por quê? Vou falar O Profeta e O Astro. Foram dois personagens dos mais difíceis que tive o prazer de dar vida. Hoje em dia, mais maduro, acho que faria algumas coisas de outra forma... Seria um exercício muito engrandecedor e divertido!

VAM: E para finalizar. Conte para seus fãs, quais seus próximos projetos e em quais trabalhos poderemos ter a honra de ver Thiago Fragoso encantando o público? Vem muita coisa por aí... Mas, ainda em função da pandemia, muita coisa pro ano que vem. Mas fiquem tranquilos porque temos tv, teatro, cinema, shows e quem sabe, vocês vão poder conhecer minhas histórias em um lado que eu nunca havia apresentado antes: o de autor. Tá bom de projeto? rsrsrs

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